Jornalista Rodrigo Vianna avalia os efeitos do afastamento do governador do Rio de Janeiro. "Witzel levou um tiro, na cabecinha. Com ele, pode morrer tambem a ideia de que é preciso apostar 'fora da política'. Não deu certo. Até Bolsonaro já percebeu", afirma
por Rodrigo Vianna, Brasil 247 -
O afastamento de Wilson Witzel, eleito ao governo do Rio na onda da antipolítica e do lavajatismo, vem acompanhado ironicamente de todos os ingredientes de abusos e distorções instaurados na política brasileira pela Operação curitiboca.
O governador foi afastado por ordem judicial, atropelando assim o rito que prevê a votação do impeachment na Assembleia. É uma espécie de "golpe judicial", a partir do STJ, tribunal em que o bolsonarismo parece ter aliados importantes.
O vice de Witzel, que deve assumir o poder e segue fiel ao bando de Jair, teria se encontrado com os bolsonaristas na véspera da Operação - que incluiu busca e apreensão em gabinetes da ALERJ.
É claro que o STF ainda pode reverter a situação. Mas o desgaste de Witzel não tem volta.
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