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| Jessica Tomaz, de 25 anos, decidiu deixar o trabalho pela saúde da mãe, Maria do Socorro, que é hipertensa.
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O trabalho como agente de portaria em um condomínio de prédios
residenciais se tornou um risco grande demais para Jessica Tomaz, de 25
anos.
A possível exposição ao coronavírus, diz ela, não estava apenas no
contato com quem passava pela portaria, mas também no trajeto que ela
precisava fazer. Eram dois ônibus lotados e um metrô para chegar ao
trabalho em Águas Claras, no Distrito Federal.
E o medo de ter
covid-19 não era por ela, mas pela mãe, Maria do Socorro, de 66 anos,
que tem hipertensão. Foi por isso que, em março, no início da pandemia,
ela pediu demissão.
"Fiquei com medo por conta de minha mãe, que é do grupo de risco.
Entre a vida dela e o trabalho, prefiro a vida dela. Um emprego eu posso
conseguir depois", disse à BBC News Brasil.
Quatro meses depois de ter deixado o trabalho, o que pesa é o lado financeiro — "tá bem complicado", diz.
Mesmo sem conseguir receber o auxílio emergencial por ainda
constar como empregada no sistema do governo, Jessica continua segura da
decisão e diz que, no atual cenário, não pensa em procurar outro
trabalho.
"Só saio para o necessário mesmo, e até isso é perigoso —
banco ou mercado — porque tem contato muito grande", diz. "Mas a
primeira coisa que vou fazer quando essa vacina sair é ir atrás de um
emprego."
Por enquanto, ela afirma que está apertando as contas e
que a família tem contado com a aposentadoria da mãe e a ajuda de uma
ex-patroa da mãe.
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