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| Paralisação dos entregadores (Foto: Pedro Stropasolas) |
Da Rede Brasil Atual -
São Paulo – Entregadores de aplicativos em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza e Salvador aderiram em grande número à greve nacional da categoria desta quarta-feira (1º). Os serviços foram paralisado às 9h, e foram organizados atos públicos, marchas e manifestações pelas ruas da principais capitais do país..
As reivindicações são pelo mínimo de condições para o trabalho. Mesmo em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus, esses trabalhadores se arriscam diariamente sem itens básicos de saúde, como álcool gel, máscaras faciais e outros. O movimento também é por melhor remuneração pelas entregas (atualmente em torno de R$ 2 por quilômetro), auxílio alimentação e outros direitos básicos.
O apoio dos internautas aos entregadores foi massivo. Nas redes sociais, a #BrequeDosApps figurou nos trending toppics do Twitter durante todo o dia. Imagens de grandes atos foram postados nas demais redes, como Instagram e Facebook.
Novo paradigma
Para a pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) Adriana Coelho, o levante dos trabalhadores informais é uma marca histórica na luta trabalhista. “Em um mundo duramente atingido pelo desemprego, os entregadores poderiam parecer ser os únicos trabalhadores que teriam conseguido driblar a crise agravada pela pandemia. Não são”, disse.Ela explica que a pandemia acirrou a concorrência. De fato, os entregadores se queixam da redução na remuneração nos últimos meses. “Apesar do grande número de entregadores circulando nas ruas; apesar de sabermos que esse ramo foi um dos únicos que cresceu vigorosamente durante a pandemia; a realidade desses que estão carregando a sociedade pandêmica nas costas é bem pior do que imaginamos.”
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