Campanha nos EUA ‘esquenta’ e Trump tenta evitar colapso


por Fernando Brito, Tijolaço -

Os movimentos insólitos de Trump – que depois de desdenhar da “gripezinha” está alertando os cidadãos para o agravamento da pandemia – estão sendo tratados pela mídia norte-americana como sinais de desespero com sua situação eleitoral, sobretudo depois do afastamento de seu chefe de campanha, Brad Parscale, um especialista em redes sociais.

Embora Joe Biden seja um candidato tão longe de ter qualquer glamour quanto a galáxia de Andrômeda, sua diferença vai se consolidando tanto no total de votos quando, e mais ainda, no número de delegados – que, pelo sistema eleitoral norte-americano, decidem a disputa – e na rejeição à direção que o país está tomando, no que a reprovação já está nos 70%.

Biden, que não é certamente um Bernie Sanders, tem adotado uma linguagem mais próxima aos movimentos de contestação e hoje disse que, pela primeira vez, os EUA “têm um racista na presidência”.

“Nenhum presidente jamais fez isso. Nunca, nunca, nunca. Nenhum presidente republicano fez isso. Nenhum presidente democrata. Tivemos racistas e eles existiram, que tentaram ser eleitos presidente. Ele é o primeiro que conseguiu. E a maneira como ele coloca as pessoas umas contra as outras é projetada para dividir o país, dividir pessoas, não para reuni-las. Veja o que ele está fazendo agora. Ele está culpando tudo na China. … Ele está usando isso como uma cunha.

O mais forte sinal de que a vitória de Biden está se desenhando é a decisão de Barack Obama de entrar na campanha – da qual sempre esteve ausente – como no comercial de TV que reproduzo abaixo, onde “vende” Biden como um homem comum e solidário.

Biden, claro, não tem a mesma carga de Obama, mas Trump parece ter cada vez mais a carga de Bush, alguém que está no poder, mas parece que está derrotado.

E aqui, vai se acentuando a impressão de que Jair Bolsonaro vai perder seu irmão mais velho e forte.

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