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| Mulher no Irã; perspectiva é de piora na relação do país com os EUA, sobretudo pelo tema do armamento nuclear
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No meio de uma pandemia que virou o mundo de cabeça para baixo, há
muitas outras coisas relevantes acontecendo no planeta das quais é
difícil dar conta.
por Jonathan Marcus
Repórter para assuntos diplómáticos da BBC New, via BBC Brasil -
Mesmo os conflitos internacionais — existentes ou potenciais — mais
sérios podem ficar mais de lado neste momento. Em alguns casos, a crise
global na saúde pode inclusive agravar a situação.
Por exemplo, alguns governos estão se aproveitando do foco no
coronavírus para tocar ambições de longa data.
São situações que, como o vírus, também têm potencial para afetar o mundo todo.
Aqui, apresentamos cinco destas situações para as quais talvez seja prudente voltar a nossa atenção nos próximos meses:
1. Tratado da Guerra Fria prestes a expirar
O
novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas — que limita os arsenais
nucleares de longo alcance com os quais os Estados Unidos e a Rússia
trocam ameaças — expira no início de fevereiro do próximo ano, e o prazo
para renová-lo está se esgotando.
Dos grandes acordos de controle de armas herdados da Guerra Fria, este é o último sobrevivente.
Sem
ele, há temores reais de que a ausência de restrições e a falta de
transparência decorrentes levem a uma nova corrida armamentista nuclear.
O desenvolvimento de mísseis hipersônicos ultrarrápidos torna a corrida armamentista um risco maior.
A Rússia parece pronta para renovar o acordo, o que poderia ser um procedimento simples. Mas o governo do presidente americano
Donald Trump parece determinado a abandoná-lo, a menos que seu escopo seja ampliado e inclua a China.
No entanto, Pequim não está interessada em aderir ao tratado. De qualquer forma, é tarde demais para escrever um novo documento.
Portanto,
a menos que haja uma mudança de opinião tardia em Washington ou um novo
governo após as eleições de novembro nos EUA, o Tratado de Redução de
Armas Estratégicas pode se tornar história.
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| O presidente Hassan Rouhani inspeciona tecnologia nuclear; tudo indica que o Irã está avançando com seus projetos nessa área
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2. Controle de atividades nucleares do Irã
Considerando
os últimos episódios, os próximos capítulos da disputa entre Estados
Unidos e Irã referente a atividades nucleares devem ser preocupantes.
Atualmente,
existe um amplo embargo das Nações Unidas que impede os países de
vender vários tipos de armas para Teerã, mas ele expirará em 18 de
outubro.
O presidente do Irã, Hassan Rouhani, já alertou que, se
os EUA conseguirem cumprir o plano de renovar o embargo, "as
consequências serão sérias".
Em outras frentes, Trump pressiona
por mais sanções econômicas contra o Irã, em mais um sinal hostil contra
Teerã desde que ele anunciou em 2018 a retirada de Washington do Plano
de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), um acordo
internacional de controle do programa nuclear iraniano.
O Irã, por sua vez, violou muitos dos termos do acordo, mas não necessariamente de forma irreversível.
Agora, o governo Trump parece indicar que o Irã deve se ater ao acordo que Washington abandonou ou enfrentar sanções.
E
não se trata apenas de um conflito entre EUA e Irã, pois a pauta também
tem gerado conflitos entre Washington e países europeus.
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