por Fernando Brito, Tijolaço -
Os editoriais dos principais jornais brasileiros neste final de semana, todos violentos não apenas contra Jair Bolsonaro não perdoam o general Augusto Heleno, um personagem que, deveriam atentar os militares, é considerado pelo Estadão “não só (…) completamente despreparado para o cargo que ocupa, como considera ” democracia” o regime em que Bolsonaro manda e os demais obedecem”.
O Globo
pergunta que o general da reserva considera que as Forças Armadas se
disporiam a quebrar a ordem institucional que perdura há 32 anos,
investindo contra o Supremo, que cumpre ritos legais, respaldados na
Constituição?
Diz que Heleno atraiu “justificadas reações de repúdio e para confirmar que o calejado general da reserva passou a fazer parte do núcleo ideológico do bolsonarismo”.
A Folha endurece no título – Bolsonaro mente -, diz que ” o encontro do ministério entra para a história dos 130 anos da República no Brasil como um dos episódios mais execráveis do exercício do poder presidencial” e descarrega chumbo sobre o aval de Augusto Heleno – sugerindo que fala em nome das Forças Armadas – ao mentiroso.
Os editoriais dos principais jornais brasileiros neste final de semana, todos violentos não apenas contra Jair Bolsonaro não perdoam o general Augusto Heleno, um personagem que, deveriam atentar os militares, é considerado pelo Estadão “não só (…) completamente despreparado para o cargo que ocupa, como considera ” democracia” o regime em que Bolsonaro manda e os demais obedecem”.
“Mais do que isso: colabora
decisivamente para que suas atitudes irresponsáveis, de natureza
essencialmente pessoal, pois sua função não é falar em nome do governo,
sejam confundidas com o pensamento das Forças Armadas. Assim, urge que
os comandos militares desvinculem as Forças Armadas desses … para
desgraça do País, chegaram à Presidência nas eleições de 2018. Se não o
fizerem imediatamente, e de maneira clara, correm o risco de de ver sua
imagem, duramente reconstruída depois de 20 anos de ditadura, atrelada a
um governo que flerta dia e noite com a ruptura.”
Diz que Heleno atraiu “justificadas reações de repúdio e para confirmar que o calejado general da reserva passou a fazer parte do núcleo ideológico do bolsonarismo”.
A Folha endurece no título – Bolsonaro mente -, diz que ” o encontro do ministério entra para a história dos 130 anos da República no Brasil como um dos episódios mais execráveis do exercício do poder presidencial” e descarrega chumbo sobre o aval de Augusto Heleno – sugerindo que fala em nome das Forças Armadas – ao mentiroso.
A apuração dos crimes atribuídos ao Presidente] não
pode se deter, ademais, diante de ameaças abjetas como a do general
Augusto Heleno, do GSI, segundo o qual uma eventual apreensão do celular
presidencial teria “consequências imprevisíveis”. Dados a baixeza e o
desvario mostrados numa reunião formal, assusta de fato imaginar o que
Bolsonaro diz em privado.

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