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| A crise provocada pelo novo coronavírus tem gerado uma demanda sem precedentes nos Estados Unidos |
por Alessandra Corrêa
De Winston-Salem (EUA) para a BBC News Brasil -
Segundo organizações responsáveis pela distribuição gratuita de
alimentos a pessoas necessitadas, a crise provocada pelo novo
coronavírus tem gerado uma demanda sem precedentes nos Estados Unidos. A
Feeding America, maior organização de caridade de combate à fome no
país, estima que pelo menos 17,1 milhões de pessoas passarão a enfrentar
insegurança alimentar nos próximos meses, um aumento de 46%.
Somente nas últimas quatro semanas, 22 milhões de americanos entraram com pedido de seguro desemprego, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, um volume não visto desde a Grande Depressão dos anos 1930.
A Feeding America diz que 98% dos 200 bancos de alimentos em sua rede registraram aumento na demanda desde março. Esses bancos de alimentos são organizações sem fins lucrativos que recebem doações de comida e atuam como depósitos e grandes centros de distribuição. Cada um deles trabalha com uma rede de entidades de caridade menores, responsáveis por repassar os donativos à população necessitada.
Somente nas últimas quatro semanas, 22 milhões de americanos entraram com pedido de seguro desemprego, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, um volume não visto desde a Grande Depressão dos anos 1930.
A Feeding America diz que 98% dos 200 bancos de alimentos em sua rede registraram aumento na demanda desde março. Esses bancos de alimentos são organizações sem fins lucrativos que recebem doações de comida e atuam como depósitos e grandes centros de distribuição. Cada um deles trabalha com uma rede de entidades de caridade menores, responsáveis por repassar os donativos à população necessitada.
"Nunca vi um aumento tão dramático na necessidade (de comida), e estou nesse setor há quase 25 anos", diz à BBC News Brasil a presidente e CEO do Greater Pittsburgh Community Food Bank, banco de alimentos no Estado da Pensilvânia, Lisa Scales.
"Depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, eu estava em Nova
York. Depois do furacão Katrina, eu estava na Louisiana", relata Scales.
"(O momento atual) realmente não tem precedentes. A necessidade é
tremenda."
Segundo Scales, muitas dessas pessoas estão buscando auxílio pela primeira vez na vida. "Nunca imaginaram que um dia estariam em uma fila para assistência alimentar."
Até esta sexta-feira (17/04), os Estados Unidos já registravam mais de 690 mil casos de covid-19, a doença causada pelo patógeno, com mais de 35 mil mortes.
Para tentar manter as regras de distanciamento social e reduzir o risco de contágio, muitos bancos de alimentos estão realizando eventos especiais de doação de comida em sistema de "drive-thru", nos quais a pessoa vai de carro até o ponto de distribuição, um voluntário coloca uma caixa com mantimentos no porta-malas, e o motorista vai embora, sem necessidade de contato.
Em um desses eventos, organizado pelo Greater Pittsburgh Community Food Bank na semana passada, a fila dupla de veículos se estendia por mais de 3 quilômetros, e a polícia teve de ajudar a orientar o tráfego. Segundo Scales, desde o início da crise, sua organização já realizou sete distribuições de comida do tipo, onde foram atendidos mais de 8 mil carros e doados mais de 180 quilos de alimentos.
"Na sexta-feira passada, em Pittsburgh, servimos mais de 1,3 mil carros, mas ainda assim tivemos de recusar centenas de pessoas (porque não havia mais comida). O que é extremamente doloroso", lamenta.
Em San Antonio, no Texas, a imprensa mostrou imagens de um evento do tipo em que mais de 10 mil famílias começaram a formar fila, em seus carros, antes do amanhecer. Outros chegaram de ônibus. Só havia comida para 6 mil famílias, e muitos tiveram de ir embora sem nada.
Matéria Completa, ::AQUI::
Segundo Scales, muitas dessas pessoas estão buscando auxílio pela primeira vez na vida. "Nunca imaginaram que um dia estariam em uma fila para assistência alimentar."
Contraste com ruas vazias
As cenas de enormes filas de carros à espera de comida se repetem pelo país e contrastam com as imagens de ruas vazias em grande parte das cidades americanas, onde mais de 300 milhões de pessoas em 42 Estados estão sob recomendação de ficar em casa para reduzir o risco de contágio pelo novo coronavírus.Até esta sexta-feira (17/04), os Estados Unidos já registravam mais de 690 mil casos de covid-19, a doença causada pelo patógeno, com mais de 35 mil mortes.
Para tentar manter as regras de distanciamento social e reduzir o risco de contágio, muitos bancos de alimentos estão realizando eventos especiais de doação de comida em sistema de "drive-thru", nos quais a pessoa vai de carro até o ponto de distribuição, um voluntário coloca uma caixa com mantimentos no porta-malas, e o motorista vai embora, sem necessidade de contato.
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| Em alguns dos eventos de distribuição de comida organizados pelo Greater Pittsburgh Community Food Bank, na Pensilvânia, a fila de carros se estende por quilômetros |
Em um desses eventos, organizado pelo Greater Pittsburgh Community Food Bank na semana passada, a fila dupla de veículos se estendia por mais de 3 quilômetros, e a polícia teve de ajudar a orientar o tráfego. Segundo Scales, desde o início da crise, sua organização já realizou sete distribuições de comida do tipo, onde foram atendidos mais de 8 mil carros e doados mais de 180 quilos de alimentos.
"Na sexta-feira passada, em Pittsburgh, servimos mais de 1,3 mil carros, mas ainda assim tivemos de recusar centenas de pessoas (porque não havia mais comida). O que é extremamente doloroso", lamenta.
Em San Antonio, no Texas, a imprensa mostrou imagens de um evento do tipo em que mais de 10 mil famílias começaram a formar fila, em seus carros, antes do amanhecer. Outros chegaram de ônibus. Só havia comida para 6 mil famílias, e muitos tiveram de ir embora sem nada.
Matéria Completa, ::AQUI::


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