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| Garçom Franklin Oliveira, 34, disse que não queria nem PT, nem Bolsonaro no poder
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A churrascaria Steak Brasil, em Miami, onde o presidente brasileiro Jair
Bolsonaro almoçou neste domingo (8), é um microcosmo das divisões
políticas na comunidade brasileira nos Estados Unidos. Se nas eleições
de 2018, o então candidato do PSL alcançou quase 90% da preferência
desse eleitorado, hoje, a coesão do grupo já não parece tão grande.
Com rodízio a US$ 29 por pessoa (algo próximo de R$150) e um corpo de
garçons brasileiros que se revezam em passar pelas mesas espetos com
diferentes cortes de carne, o local foi escolhido pelo Consulado do
Brasil para recepcionar o almoço de Bolsonaro, a primeira-dama Michele, o
filho e deputado federal Eduardo Bolsonaro, além de outros integrantes
da comitiva, como o General Augusto Heleno, ministro-chefe do Serviço de
Segurança Institucional.
Embora a reserva para 40 pessoas tivesse sido feita há semanas, foi
apenas na manhã deste domingo, dia 8, que os funcionários souberam que o
cliente seria Bolsonaro. A reação variou entre diferentes extremos.
"Teve
uma moça que chorou muito quando soube que era ele, precisou ficar uns
30 minutos fora pra se acalmar, depois voltou, mas pediu pra não atender
à mesa do presidente. Ela é de extrema-esquerda", contou o fluminense
Franklin Oliveira, de 34 anos, que há 4 trabalha como garçom na Steak
Brasil.
"Já um outro é super bolsominion (apelido dado a parte
dos apoiadores de Bolsonaro), na campanha, ele até financiou do próprio
bolso um outdoor pro Bolsonaro na Bahia e um segurança pra cuidar do
outdoor. Então só ele e um outro ficaram como passadores de carne no
salão onde o presidente estava, por uma questão de segurança". Os
garçons circulam com facões afiados para cortar as peças de carne, daí a
especial preocupação com o acesso ao presidente, que durante a campanha
de 2018 foi recebeu um golpe com faca que lhe perfurou o intestino.
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