Comércio exterior: efeitos do coronavírus vão ser sentidos mais tarde


por Fernando Brito, Tijolaço -

O resultado da balança comercial brasileira acumulados até aqui – um mísero superávit de US$ 52 milhões, contra US$ 2,61 bilhões, no mesmo período do ano passado – é mais preocupante porque, no caso da China, ainda não reflete em nada os problemas com o surto de coronavírus naquele país.

Operações de importação e exportação com a China demoram semanas e até meses. Neste época, a dos feriados do ano novo lunar, um pouco mais, porque, como no nosso carnaval, as empresas param por lá.

Portanto, tudo o que saiu ou chegou até agora estava contratado antes da eclosão da doença que contaminou 71 mil e matou quase 1.800 pessoas, até agora.

Só a partir de meados de março vamos começar a sentir os efeitos da crise chinesa.
E, aí, o que já está ruim pode e deve piorar.

Com exterior ruim e sinais internos negativos, como estão sendo registrados, era “pule de dez” que começassem as revisões – para baixo, naturalmente – das previsões de crescimento, como dá, esta tarde o Valor como manchete: Previsão para PIB cai e país tem 4º ano de expectativa frustrada.

2% está mais para teto do que para piso.

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