 |
| Governo brasileiro vem adotando tom de apoio à operação determinada pelo presidente Donald Trump contra o Irã
|
Em mais uma demonstração de alinhamento com os Estados Unidos, o governo
brasileiro vem adotando tom de apoio à operação determinada pelo
presidente americano, Donald Trump, que matou o principal líder militar
do Irã, o general Qasem Soleimani.
Nathalia Passarinho, BBC News Brasil em Londres -
O Itamaraty divulgou uma nota na qual diz apoiar o que chama de "luta
contra o flagelo do terrorismo" e condenou ataques recentes à Embaixada
dos Estados Unidos em Bagdá, no Iraque. Depois, o presidente Jair
Bolsonaro reiterou essa posição.
"Nós repudiamos terrorismo em qualquer lugar do mundo e ponto final. É
um direito deles, como é o meu também", disse a jornalistas.
A
mensagem do governo foi entendida pela comunidade diplomática como uma
clara declaração de apoio do Brasil à ação militar dos Estados Unidos, a
ponto de o Irã chamar a encarregada de negócios da Embaixada brasileira
em Teerã para prestar explicações. Na linguagem diplomática, essa
medida é uma manifestação de insatisfação de um país com outro.
 |
| Embaixador brasileiro em Teerã,
Rodrigo de Azeredo Santos, apresentando suas credenciais ao presidente
do país, Hassan Rouhani, em 2017
|
Mas será que vale a pena para o Brasil mergulhar nesse conflito entre Estados Unidos e Irã?
A BBC News Brasil ouviu diplomatas com histórico de atuação
no Oriente Médio e especialistas em relações internacionais para
entender se o Brasil ganha ou perde ao escolher o lado do presidente
Trump.
Segundo eles, o impacto pode ser sentido principalmente em três áreas: diplomática, de comércio e de segurança.
Ruptura da posição de neutralidade
A
postura do governo Bolsonaro, de se posicionar num conflito que não diz
respeito diretamente ao Brasil, destoa da tradição diplomática
histórica do país, segundo diplomatas e especialistas.
No dia 3
de janeiro, quando mísseis americanos atingiram o comboio do general
iraniano, que tinha acabado de desembarcar no Iraque, o Itamaraty
divulgou uma nota que associava as atividades de Soleimani ao
terrorismo.
Matéria Completa, ::AQUI::
Comentários