Se as demandas dos chilenos não forem atendidas, país entrará em crises muito graves, diz embaixador Álvaro Diaz

Policiais do Chile tentam conter manifestações
Embaixador do governo Michelle Bachelet, Álvaro Diaz explicou a origem dos protestos no Chile que já deixaram quase 20 mortos e citou que altos custos no transporte, medicações e o sistema de aposentadoria ineficiente são as causas da revolta. “Se essas demandas forem atendidas, avançamos a um novo pacto social”, disse à TV 247. Assista

Do Brasil 247 -

O vice-ministro da Economia do Chile e embaixador do governo Michelle Bachelet, Álvaro Diaz, conversou com a TV 247 no início da semana sobre a grande onda de protestos no Chile, que já deixou 19 mortos até esta sexta-feira 25. Ele explicou quem está à frente das manifestações, as causas e as soluções para que seja encerrado o caos que se instalou no país.

Segundo ele, o custo da passagem do metrô, a falta de médicos no sistema público de saúde, os preços elevados dos medicamentos e o sistema de aposentadoria ineficiente são as principais razões dos protestos e de insatisfação que tomou conta do país.

“O transporte é muito caro, a média das passagens de metrô custa US$ 1,20, isso equivale a 10% da renda mensal, alguns cálculos chegam até 15%. Para os mais pobres, pode ser até 30% da renda mensal. Esse é um problema que afeta muito a situação dos trabalhadores do Chile”, afirmou.

“Temos um sistema público que atende por volta de 73% da população, esse sistema tem custos bastante baratos para a população. O que acontece é que o sistema tem poucos médicos e tem crises de hospitais públicos. Além disso, o custo de medicamentos é muito alto no Chile, isso gera também muita frustração. O sistema de aposentadoria no Chile foi imposto pela ditadura, basicamente não mudou. O sistema é capitalização individual. Isso significa que 82% dos aposentados ganham menos que um salário mínimo, isso é dramático. Imaginem esses aposentados pagarem o bilhete do metrô, se você vai somando não dá”, declarou.
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