Procurador do outdoor à Lava Jato usou cargo para solicitar à PF investigação sobre mensagens envolvendo-o na Vaza Jato


De Vinicius Konchinski, para o UOL

O procurador da República Diogo Castor, ex-integrante da Lava Jato, usou seu cargo no MPF-PR (Ministério Público Federal no Paraná) para solicitar à PF (Polícia Federal) uma investigação sobre boatos contra ele. Ele é autor de um ofício enviado à polícia pedindo a apuração sobre notícias supostamente falsas que o relacionam ao vazamento de mensagens de autoridades divulgadas pelo The Intercept Brasil. Castor fez parte força-tarefa da Lava Jato até abril. No início daquele mês, ele pediu afastamento da equipe alegando precisar de tratamento de saúde.
 
O afastamento de Castor ocorreu no mesmo dia em que, segundo conversas reveladas pelo próprio The Intercept Brasil, ele confessou ter pagado pela instalação de um outdoor em homenagem à Lava Jato numa via de acesso ao aeroporto Afonso Pena, na região metropolitana de Curitiba. A contratação do outdoor está sendo investigada pelo STF e também pela Corregedoria Nacional do Ministério Público.
 
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No ofício, ele pede, em nome do MPF-PR, a apuração pela PF de suspeitas de calúnia e de obstrução de investigação de organização criminosa. Este crime está previsto na lei 12.850/2013 e pode ser punido com três a oito anos de prisão. O ofício informa que fake news “apontando o subscritor deste ofício [Castor] como autor do vazamento [das mensagens] teria por finalidade desviar o foco investigativo das autoridades, fazendo surgir a falsa hipótese da inexistência de um hacker”. Após a solicitação do MPF-PR, um inquérito foi aberto pela PF.
 
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