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| Em sites de 'camming' nacionais e estrangeiros, usuários compram créditos que permitem acessar diferentes tipos de chat - com taxas distintas também |
Leandro Machado (@machadoleandro) e Mariana Alvim (@marianaalvim)
Da BBC News Brasil em São Paulo -
São trabalhadores e consumidores do camming, um ramo do
mercado do sexo relativamente recente no Brasil, diferente de outros
países, como na Europa e os Estados Unidos, onde a tendência é mais
consolidada.
Por aqui, o protagonista do segmento é o Câmera Privê, conhecido também como CP, um site lançado em 2013 e que se apresenta com a frase "Sexo ao vivo na webcam".
O site, o maior da América Latina na transmissão de conteúdo erótico ao vivo, apresenta em sua tela inicial fotos de seus modelos registrados — mulheres, homens e trans se exibindo em poses provocativas, às vezes também em casais e grupos.
Os mais ativos e disponíveis conseguem uma posição mais privilegiada, no topo do site. E a competição é grande: o CP conta com aproximadamente 18 mil modelos, dos quais 4 mil estão ativos, ou seja, fazem shows rotineiramente.
Mas além de exibir seus corpos, cammers fazem questão de apresentar em seus perfis também suas personalidades.
Esse toque de realidade e amadorismo, em contraposição aos roteiros prontos e papéis clichês da indústria pornográfica tradicional, fazem do camming uma das tendências mais promissoras do mercado do sexo no mundo, segundo participantes e estudiosos do ramo.
No Brasil, o Câmera Privê tem cerca de 8 milhões de clientes cadastrados, dos quais 150 mil têm assiduidade mensal na compra de créditos que permitem serviços com preços variados, de shows exclusivos à possibilidade de controlar por meio de aplicativo um vibrador usado ao vivo pelos modelos. Todos os dias, a página recebe audiência de pelo menos 3 milhões de visitantes únicos.
Uma apresentação padrão costuma incluir striptease; a masturbação, muitas vezes com objetos; e daí para além, de sexo ao vivo aos mais diversos fetiches. Antes, porém, é comum que modelos e clientes conversem em chats, trocando informações por exemplo sobre hobbies, orientação sexual e preferências que podem conduzir a uma apresentação a partir dali.
Com as performances, os modelos fazem a renda do mês em um modelo comparável a aplicativos como o Uber e o 99. Como nas ferramentas de transporte, boa parte do que os profissionais arrecadam é repassada automaticamente para a empresa dona da plataforma.
No último mês, a BBC News Brasil conversou modelos que fazem apresentações eróticas e pornográficas na plataforma. Eles falaram sobre a rotina das transmissões; o papel da atividade nos seus planos financeiros e profissionais; jornadas exaustivas de trabalho; assédio de clientes; e a complexa relação com a família em virtude dessa "vida secreta" que aparece apenas na frente da webcam.
Por outro lado, também contaram como o serviço gerou dinheiro, prazer e confiança para se exibir a pessoas estranhas.
Matéria Completa, ::AQUI::
Por aqui, o protagonista do segmento é o Câmera Privê, conhecido também como CP, um site lançado em 2013 e que se apresenta com a frase "Sexo ao vivo na webcam".
O site, o maior da América Latina na transmissão de conteúdo erótico ao vivo, apresenta em sua tela inicial fotos de seus modelos registrados — mulheres, homens e trans se exibindo em poses provocativas, às vezes também em casais e grupos.
Os mais ativos e disponíveis conseguem uma posição mais privilegiada, no topo do site. E a competição é grande: o CP conta com aproximadamente 18 mil modelos, dos quais 4 mil estão ativos, ou seja, fazem shows rotineiramente.
Mas além de exibir seus corpos, cammers fazem questão de apresentar em seus perfis também suas personalidades.
Milhões de clientes
Na página dedicada a mulheres, uma delas enumera seus atributos: "Uma enfermeira, gamer, dominante, divertida, safada e kinky". Outra: "Amo arte, cinema, literatura, rock 'n roll e, obviamente, sexo selvagem". Entre os homens, um é direto: "Sou ativo e dominador". Outro: "Sou gaúcho, simpático, safado e do bem".Esse toque de realidade e amadorismo, em contraposição aos roteiros prontos e papéis clichês da indústria pornográfica tradicional, fazem do camming uma das tendências mais promissoras do mercado do sexo no mundo, segundo participantes e estudiosos do ramo.
No Brasil, o Câmera Privê tem cerca de 8 milhões de clientes cadastrados, dos quais 150 mil têm assiduidade mensal na compra de créditos que permitem serviços com preços variados, de shows exclusivos à possibilidade de controlar por meio de aplicativo um vibrador usado ao vivo pelos modelos. Todos os dias, a página recebe audiência de pelo menos 3 milhões de visitantes únicos.
Uma apresentação padrão costuma incluir striptease; a masturbação, muitas vezes com objetos; e daí para além, de sexo ao vivo aos mais diversos fetiches. Antes, porém, é comum que modelos e clientes conversem em chats, trocando informações por exemplo sobre hobbies, orientação sexual e preferências que podem conduzir a uma apresentação a partir dali.
Com as performances, os modelos fazem a renda do mês em um modelo comparável a aplicativos como o Uber e o 99. Como nas ferramentas de transporte, boa parte do que os profissionais arrecadam é repassada automaticamente para a empresa dona da plataforma.
No último mês, a BBC News Brasil conversou modelos que fazem apresentações eróticas e pornográficas na plataforma. Eles falaram sobre a rotina das transmissões; o papel da atividade nos seus planos financeiros e profissionais; jornadas exaustivas de trabalho; assédio de clientes; e a complexa relação com a família em virtude dessa "vida secreta" que aparece apenas na frente da webcam.
Por outro lado, também contaram como o serviço gerou dinheiro, prazer e confiança para se exibir a pessoas estranhas.
Matéria Completa, ::AQUI::

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