Via DCM -
Reportagem de Bruno Ghetti no UOL informa que Wagner Moura passou pela segunda vez no ano pelo tapete vermelho de um dos maiores festivais de cinema do mundo. Em fevereiro, exibiu em Berlim sua estreia como diretor em Marighella, sobre o guerrilheiro de esquerda que foi o maior inimigo da ditadura militar. Ontem, apareceu no red carpet de Veneza como um dos atores principais de Wasp Network, filme dirigido pelo francês Olivier Assayas, na competição pelo Leão de Ouro.
De acordo com a publicação, adaptação do livro Os Últimos Soldados da Guerra Fria, do mineiro Fernando Morais, o longa foi produzido pela RT Features, do brasileiro Rodrigo Teixeira. Com um elenco que inclui Penélope Cruz, Gael García Bernal, Édgar Ramirez e Leonardo Sbaraglia, o filme mostra a história real de um grupo de cubanos que, na década de 1990, deixou a ilha para resistir ao governo de Fidel Castro a partir da Flórida, nos EUA.
Ao promover Marighella em Berlim, em fevereiro, Moura já mostrou língua afiada ao se referir ao então recém-empossado presidente Jair Bolsonaro. Agora, nove meses após o início do mandato, a virulência segue a mesma. E, segundo o ator, toda vez que se manifesta contra o presidente, vários de seus defensores o agridem pelas redes sociais. “Dizem que vão me matar o tempo todo. Eu dei uma entrevista na Austrália e falei que estava com medo de voltar ao Brasil, mas fui mal interpretado. É que é o seguinte: o Brasil é um país em que você tem um presidente que autoriza a barbárie. A existência dele é uma autorização tácita a tudo o que existe de ruim”, diz Moura. “Quando alguém me ameaça é porque se sente autorizado, mesmo que não por uma lei, mas pela postura do líder da nação. Ele empodera as pessoas na sua mediocridade, na sua desnutrição intelectual e humana”, completa o portal.

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