por Fernando Brito, Tijolaço -
Depois de apontar contra diversos “autores” das queimadas em região amazônica, Jair Bolsonaro encontrou um novo culpado pelos incêndios florestais: os índios e os que apoiam a demarcação de terras indígenas na Amazônia.
— Se eu demarcar [reservas]
agora, o fogo na floresta amazônica acaba em dois minutos. Eles querem a
nossa soberania. Ninguém [no governo] quer destruir a Amazônia”.
— Muitas reservas têm o aspecto
estratégico. Alguém programou isso. O índio não faz lobby, não fala a
nossa língua e consegue hoje em dia ter 14% do território nacional. Uma
das intenções é nos inviabilizar.
“Com todo o respeito aos que me antecederam, foi uma irresponsabilidade essa política adotada no passado no tocante a isso, usando o índio como massa de manobra”, prosseguiu, colocando a culpa no atraso da região no fato de que as demarcações “inviabilizam” a atividade econômica de estados como Roraima “que é a terra mais rica do mundo”, referindo-se às reservas minerais do Estado.
Bolsonaro foi eleito prometendo não demarcar “nem mais um metro quadrado” de terra indígena. Depois da reunião de hoje, parece que o o risco é de que, se tiver condições políticas, haverá é “desmarcação” destas reservas.
Felizmente, parece não haver.
Hoje, a alma do Marechal Rondon vai puxar o pé dos generais Augusto Heleno e Eduardo Villas Boas.

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