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Procurador agiu ocultado por movimentos em pautas que envolviam decisões do Supremo e de Michel Temer
por Rafael Neves e Rafael Moro Martins, Intercept Brasil -
O procurador Deltan Dallagnol usou dois grupos políticos surgidos após a
operação Lava Jato como porta-vozes de causas políticas pessoais dele e
da operação, revelam mensagens trocadas pelo aplicativo Telegram e que
fazem parte do arquivo da Vaza Jato.
Nelas, Dallagnol pauta atos públicos, publicações em redes sociais e
manifestações dos movimentos de forma oculta, tomando cuidados para não
ser vinculado publicamente a eles.
Os chats mostram que Dallagnol começou a se movimentar para
influenciar a escolha do novo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal
Federal apenas um dia após a morte do ministro Teori Zavascki, antigo
responsável pelos processos da operação no STF.
Um dos grupos, o Vem Pra Rua, é notoriamente alinhado a partidos e políticos de direita. Dono de uma página de Facebook com mais de 2 milhões de seguidores, foi um dos principais organizadores de marchas pelo impeachment de Dilma Rousseff. A sua principal figura é Rogerio Chequer, que aproveitou a fama para lançar-se candidato a governador de São Paulo pelo Novo e, em seguida, tornar-se cabo eleitoral de Jair Bolsonaro.
Próxima a Dallagnol, a procuradora Thaméa Danelon, ex-integrante do braço paulista da Lava Jato – que chegou a coordenar por menos de dois meses no fim de 2018, quando repentinamente pediu para deixar o grupo –, em várias ocasiões funcionou como ponte com o Vem pra Rua, revelam as mensagens recebidas pelo Intercept de uma fonte anônima.
Matéria Completa, ::AQUI::
Um dos grupos, o Vem Pra Rua, é notoriamente alinhado a partidos e políticos de direita. Dono de uma página de Facebook com mais de 2 milhões de seguidores, foi um dos principais organizadores de marchas pelo impeachment de Dilma Rousseff. A sua principal figura é Rogerio Chequer, que aproveitou a fama para lançar-se candidato a governador de São Paulo pelo Novo e, em seguida, tornar-se cabo eleitoral de Jair Bolsonaro.
Próxima a Dallagnol, a procuradora Thaméa Danelon, ex-integrante do braço paulista da Lava Jato – que chegou a coordenar por menos de dois meses no fim de 2018, quando repentinamente pediu para deixar o grupo –, em várias ocasiões funcionou como ponte com o Vem pra Rua, revelam as mensagens recebidas pelo Intercept de uma fonte anônima.
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