‘Carluxo’ volta a fustigar generais com chantagem do crédito extra

por Fernando Brito, Tijolaço -

Será que foi sem o beneplácito do “papai” que Carlos Bolsonaro postou agora há pouco no Twitter uma crítica aos “super generais” que não apoiam a pressão iniciada ontem por Jair para que o Congresso aprove, a toque de caixa, o crédito suplementar que o governo deixou se arrastar desde o início do ano, sem o qual ameaça cortar, já no dia 25, os benefícios pagos a idosos e portadores de deficiência?

Claro que não, é apenas sangue na água para agitar os tubarões do bolsonarismo.

É preciso deixar, como se disse no post anterior, deixar a matilha excitada.

“Quem não é por mim, é contra mim”, dizem, numa versão tosca da frase bíblica.

“Carluxo”  (e seu pai?) querem os militares a tocar fanfarras em seu apoio. Diz, numa menagem sequência: “Por que estas pessoas não possuem em sua maioria redes sociais e nelas se posicionam e ajudam diariamente o presidente e o Brasil? Atualmente isso é tão básico. Não há desculpas! O que há ao meu ver tem outro nome!”

Querem que os militares pressionem o Congresso a votar o que a articulação política (vá lá, chamemos assim) do governo não conseguiu?

Que o general Villas Boas faça com os parlamentares o que fez com os ministros do Supremo quando do julgamento do habeas corpus de Lula?

Os militares, na falta de outra saída, continuam se iludindo com a ideia de que domam Bolsonaro. Ao contrário, eles é que estão domados, metidos numa encrenca que mobilizou contra eles as tropas do fanatismo civil, hoje amplamente infiltradas, para dizer o menos, nos quartéis.

Bolsonaro, aliás, trata disso com esmero, tanto que voltou de Buenos Aires direto para a formatura de uma turma de sargentos.

Não passa pelas cabeças cobertas de quepes estrelados que se fosse querer confrontos quando tudo parecia serenado.

Agora, procura jogar a culpa na oposição do que não consegue fazer por falta de capacidade de articular a base do governo. Apela para um suposto plano da oposição “para inviabilizar o pagamento de beneficiários do Bolsa Família, idosos com deficiência, Plano Safra e PRONAF.” Para os malvados, “para alcançar seus objetivos vale até prejudicar os mais pobres”.

Bolsonaro não vive de acordos e entendimentos, vive da guerra e do ódio.

Quem não compreender isso será devorado por ele.

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