O jornalista Reinaldo Azevedo criticou o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, por embarcar em um helicóptero e coordenar um ataque a balas da polícia contra uma comunidade pobre de Angra dos Reis; "Depois de participar de uma operação que despejou uma saraivada contra áreas em que moram pobres, o governador foi curtir um pouco a vida entre os ricos", critica o jornalista
Do Brasil 247 -
O jornalista Reinaldo Azevedo criticou o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, por embarcar em um helicóptero e coordenar um ataque a balas da polícia contra uma comunidade pobre de Angra dos Reis.
"Witzel pretende ser uma alternativa ainda mais
truculenta ao, vamos dizer, bolsonarismo de raiz. Se o presidente conta
com generais no Palácio que lhe servem, ainda que precariamente, de
elemento de contenção, Witzel pode atuar sem freios. E seu despudor é
assombroso", diz Reinaldo em seu blog no UOL.
"Na tarde de sábado, nós o vimos embarcar num
helicóptero da polícia que depois é flagrado despejando uma chuva de
balas sobre comunidades necessariamente pobres de Angra dos Reis — ou
havia mansões do outro lado do cano? Na sequência, o governador se
hospedou com a família no hotel Fasano da cidade, considerado de
altíssimo luxo. Passou lá o fim de semana. A diária mais barata sai a R$
1.600. Por pessoa. A assessoria do governo não quis dizer quem pagou.
Um fim de semana e tanto para a sua visão de mundo e a de seus
admiradores, não é? Depois de participar de uma operação que despejou
uma saraivada contra áreas em que moram pobres, o governador foi curtir
um pouco a vida entre os ricos", critica o jornalista.
O jornalista aponta suposta ligação de Witzel com
milicianos e questiona o que vai fazer o Ministério Público Estadual do
Rio vai fazer sobre a operação em Angra dos Reis. "O Ministério Público
do Rio vai acordar para o morticínio da carne preta e pobre que se está a
promover no Estado? E, com efeito, caras e caros, convém que fiquemos
atentos ao número de pessoas mortas no Brasil inteiro. Quando um
governador de Estado faz o que fez Witzel, é sinal de que se considera
que está dada a licença para matar — como, de resto, propõe Sérgio Moro,
o queridinho de jornalistas que ainda dizem se preocupar com direitos
humanos e com o combate à corrupção — em seu pacote anticrime", diz
ele.

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