Bolsonaro pediu a benção de Malafaia e da bancada evangélica para escolher ministro


Segundo reportagem do jornal O Globo, há dua semanas o presidente eleito Jair Bolsonaro sondou o pastor Silas Malafaia sobre a possibilidade de indicar o procurador regional da República, Guilherme Schelb, para o Ministério da Educação; "preocupado em não desagradar um dos principais setores que deram suporte à sua eleição, o presidente eleito questionou Malafaia se Schelb tinha as bençãos da bancada evangélica do Congresso", conta O Globo

Do Brasil 247 -

Segundo reportagem do jornal O Globo publicada nesta quinta-feira (22), há dua semanas o presidente eleito Jair Bolsonaro sondou o pastor Silas Malafaia sobre a possibilidade de indicar o procurador regional da República, Guilherme Schelb, para o Ministério da Educação. Bolsonaro estava preocupado em não desagradar os evangélicos, um dos setores que mais o apoiou nas eleições, e "questionou Malafaia se Schelb tinha as bençãos da bancada evangélica do Congresso", diz a matéria. "Bolsonaro me perguntou se Guilherme Schelb tinha o apoio da bancada evangélica. Ele não está negociando com os partidos, então falou comigo. Eu falei que 'tem'", explica Malafaia.

 De acordo com a reportagem, Bolsonaro passou a considerar Schelb por conta do aval de Malafaia, mas a situação tomou um caminho inesperado com os rumores de que o futuro presidente teria escolhido para o ministério Mozart Neves, diretor do Instituto Ayrton Senna e ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco, o que provocou a ira dos evangélicos. "Nós, a bancada evangélica, somos totalmente contra o nome dele e já externamos isso ao gabinete de transição. Vamos interpretar a escolha do nome dele como uma afronta. Para nós, o futuro governo pode errar no que quiser, menos no Ministério da Educação", disse o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ).

"Uma maneira de não 'errar', segundo o deputado, seria acatar a indicação de Schelb. Cotado para comandar a Educação, uma pasta com R$ 122 bilhões de orçamento para 2019 metida em uma das discussões ideológicas mais explosivas do Congresso, o projeto Escola Sem Partido", conta a reportagem.

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