Horário Eleitoral acabou e não há como se defender deles...
por Paulo Henrique Amorim, Conversa Afiada -
A Fel-lha divulgou o "cronograma" da eleição e lá se confirma o calendário de todas as eleições: quem decide é a Globo Overseas (empresa que tem sede na Holanda para lavar dinheiro e subornar agentes da FIFA com objetivo de ter a exclusividade para transmitir os jogos da seleção).
Dia 3 de outubro, quarta-feira, fim da propaganda no rádio e na tevê.
Dia 4 de outubro, quinta-feira, debate na Globo (depois da novela, claro...).
Dias 5 e 6 de outubro, sexta e sábado, a Globo e a Veja, o detrito sólido de maré baixa podem fazer qualquer coisa que os candidatos não têm mais como se defender no horário eleitoral.
Dia 7 de outubro, domingo, eleição.
Na eleição do segundo turno de 1989, a
Globo manipulou de forma obscena o debate entre Collor e Lula, divulgou
uma pesquisa (por telefone, em 1989!) em que Collor vencia o debate, e o
Alexandre Maluf Garcia enriquecia o jornal nacional de sábado com um editorial que associava a vitória da Democracia à vitoria do Collor no debate!
O best-seller "O Quarto Poder - uma outra historia" descreve
minuciosamente a patranha e nela o papel sórdido de Roberto Marinho e
de Alberico de Souza Cruz, homem de Collor e, por isso, diretor de
Jornalismo da Globo.
Na eleição de 2006, a patranha da Globo foi no primeiro turno.
O jornal nacional de sábado, agora sob a batuta do Gilberto Freire com “i”,
mostrava a cadeira vazia do Lula no debate e as imagens de notas
apreendidas numa lambança (para ser gentil) da campanha de Aloízio
Mercadante a governador de São Paulo contra o Careca, já o maior dos ladrões.
Para não desviar a atenção do incauto
espectador dessas imagens - a cadeira do Lula ausente, e as notas da
campanha do Mercadante - o "i" ignorou o desastre com um avião da Gol,
em que morreram 154 brasileiros.
A Globo só noticiou a tragédia no
primeiro intervalo da novela seguinte, embora a GloboMews tivesse a
informação ANTES de o jornal nacional ir ao ar e repassou ao jornal
nacional - mas o "i" preferiu ignorar a irrelevante notícia, diante da
missão de destruir o Lula e levar a eleição para o segundo turno.
O "i" conseguiu.
Mas Alckmin realizou proeza jamais
repetida na Historia das Eleições do Mundo Contemporâneo: teve no
segundo turno menos votos do que no primeiro.
Um jênio!
(Outro jênio é o "i"...)
(A reconstituição dessa patranha se lê também no best-seller acima citado.)
Na segunda eleição da Dilma, no segundo turno, em outubro de 2014, o detrito sólido de maré baixa publicou na capa uma mentira: que Dilma e Lula sabiam da roubalheira na Petrobras.
Outro membro do dueto Golpista, o jornal nacional do "i" deu ampla divulgação à patranha.
Depois do fim do horário eleitoral e na véspera da eleição.
Em nenhum país medianamente sério é
possível conferir tanto poder a uma empresa privada - a Globo,
historicamente Golpista de todos os Golpes.
Mas, religiosamente, em toda eleição, todos os partidos e candidatos a ela se submetem.
Como se fossem cabras que se oferecem ao sacrifício!

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