Num país decente, Moro e presidente do TRF perderiam o cargo hoje


por Fernando Brito, Tijolaço -
 
Não se discute o mérito da decisão do desembargador de plantão do TRF-4. Se é absurda ou injurídica, que seja questionada juridicamente.

O argumento de que ele não seria a autoridade coatora e, portanto, não procederia o pedido de habeas corpus, esbarra numa evidência atroz: foi ele, Moro, quem determinou a expedição de ordem de prisão.

Portanto, não há mais  perfeita identificação da autoridade coatora.

A decisão do Supremo Tribunal Federal quando ao cumprimento de pena é a de que ela poderá ser executada antecipadamente, não a de que será executada.

Objetivamente, Moro poderia ter questionado a competência do desembargador, mas jamais se opor ao seu cumprimento.

Opor-se ao cumprimento de ordem judicial é crime e quem o pratica, mesmo que por instantes, está sujeito às penas da lei.

A situação do Presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores é ainda mais grave, se ele de fato “orientou” Sérgio Moro a expedir ordem impeditiva do cumprimento da ordem do desembargador.

Vira, no caso de crime, mandante, enquanto Moro é o executor do delito.

No campo administrativo, ambos estão na contramão do Estatuto da Magistratura, que diz ser dever do juiz “cumprir e fazer cumprir, com independência, serenidade e exatidão, as disposições legais e os atos de ofício”.

Independente da decisão judicial – e não do berro do “o Lula é meu!” – os dois podem e devem ser objeto de ação disciplinar do Conselho Nacional da Magistratura.

E perderem seus cargos.

Infelizmente, o Brasil não é um país decente, onde a lei seja para todos, inclusive Sérgio Moro.

Comentários

Anônimo disse…
Infelizmente, o Brasil não é um país decente e piorou muito nos últimos 14 anos!!!!
Unknown disse…
Em um país decente, inúteis que não conseguem arranjar emprego por não saberem fazer nada de valor, teriam onde se capacitar para, aí sim, ganhar sustento para si e sua família. Se dizer "editor" de algo que não consegue nem ser localizado na internet é tentar dar importância a quem nunca a teve. Em resumo, em um país decente, gente assim teria que trabalhar.

Provavelmente sou eu e você, através dos nossos impostos, que estamos sustentando estes parasitas. Não são mais do que isso: parasitas. Mas depende do voto de cada um de nós mudar esta situação ou continuar a ver esta raça de vermes se multiplicar.