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| Ex-deputado, Eduardo Azeredo renunciou. Ex-senador, Clésio Andrade renunciou. Com isso, ações voltaram para primeira instância |
O processo do mensalão tucano, mais antigo e considerado o embrião do esquema que envolveu petistas, está preso nas mãos da juíza Melissa Pinheiro Costa Lage, da Justiça de Minas Gerais, há 8 meses, e de lá para cá, nada foi feito. A ação é a que envolve o ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB). O alerta é de que se não for julgado em menos de 3 anos, quando o denunciado alcançar 70 anos de idade, as acusações irão prescrever e ele ficará impune.
O Ministério Público Federal apontou o desvio de R$ 3,5 milhões,
equivalente a R$ 14 milhões corrigidos atualmente, de empresas públicas
mineiras para financiar a fracassada campanha de reeleição de Eduardo
Azeredo, em 1998. Pronta para julgamento, o STF decidiu enviar o caso à
justiça comum porque Azeredo, então deputado federal, renunciou ao
cargo. Sua intenção proposital foi conquistada: a de ter acesso a um
maior número de recursos, desde a primeira instância.
Atualmente ocupando o cargo de diretor executivo da Fiemg
(Federação de Indústrias de Minas), com um salário de R$ 25 mil, o
ex-governador nega as acusações.
A justificativa pela demora dada pela juíza é a extensão do
processo, que atinge 52 volumes. O mensalão petista, que foi julgado em
2012 pelo STF, somou 147 volumes. Desde março, Melissa Pinheiro Costa
Lage afirma que tomará a decisão após terminar leitura. O próprio
Tribunal de Justiça reconhece que falta apenas a sentença da juíza.
Além de Azeredo, o ex-senador Clésio Andrade (PMDB) renunciou ao
cargo em julho de 2014 e, assim como o tucano, teve o processo retornado
à primeira instância. A ação dele, contudo, ainda precisa avançar,
ouvir testemunhas de defesa e o próprio empresário. A última testemunha
do peemedebista deve ocorrer em dezembro e, depois disso, Clésio deverá
prestar o seu depoimento na última fase do processo de instrução.
Outra figura do mensalão tucano é José Afonso Bicalho,
ex-presidente do Bemge (antigo banco estatal de Minas Gerais). A ação
dele também envolvia o ex-vice-governador de Minas e ex-ministro,
Walfrido dos Mares Guia, e o coordenador da campanha de Azeredo em 1998,
Claudio Mourão. Mas como ambos completaram 70 anos foram absolvidos da
punição. Bicalho é acusado de liberar verbas para empresas de Marcos
Valério, também condenado no mensalão petista, e é alvo de uma das
pontas do esquema de corrupção tucano no Tribunal de Justiça. "

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