Luis Nassif, GGN
"O Planalto julga que o imbróglio envolvendo o Blocão está quase
superado. E pode-se caminhar com alguma tranquilidade para a votação do
marco civil da Internet.
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Nos últimos dias, saíram do Blocão o PCdoB, PDT, PRO, PP e PSD. O
PR está em processo de saída e até quarta-feira espera-se a saída do
PTB. A bancada do PMDB do Senado está fora, assim como as três
principais lideranças do Rio - Sérgio Cabral, Pezão e Eduardo Paes.
Restaram alguns grupos do PMDB, o Partido Solidariedade, de
Paulinho da Força, o PSC, de Marcos Felício e o PSDB. Considera-se que o
PSB está em uma encruzilhada, já que Marina Silva defendeu abertamente o
marco civil.
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O ponto em questão é o direito ou não das empresas de telefonia,
além de cobrarem pela banda larga, passarem a cobrar pelo tráfego nas
suas linhas. Nos últimos dias, o Planalto chamou as teles para conversar
e fez-lhes ver que, com o processo de inclusão dos brasileiros na rede,
essa taxação seria proibitiva para o pessoal de menor renda.
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Quanto a Eduardo Cunha, considera-se que ainda vai dar trabalho,
mas que cometeu um erro imperdoável: quem pratica a política de
negócios, como ele, só é eficiente atuando nas sombras. Como lembrou um
Ministro do governo: "A luz do sol é o melhor desinetante".
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O lobby não admite exposição ao sol. O deslumbramento de Cunha com a
visibilidade adquirida será o antídoto que o anulará. Ele passou do
ponto."

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