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| Aplicativo Tubby estava previsto para ser lançado nesta sexta-feira (6) |
A 15ª Vara Criminal de Belo Horizonte (MG)
emitiu uma liminar proibindo o lançamento do aplicativo Tubby no Brasil. O
aplicativo foi vetado pelo juiz Rinaldo Kennedy Silva, da Vara Especializada de
Crimes Contra a Mulher. Se a liminar, concedida nesta quarta-feira (4), for violada,
a multa será de R$ 10 mil por dia, tanto às plataformas de vendas (Google Play
e App Store) quanto ao Facebook e à equipe do Tubby.
O pedido de proibição do aplicativo foi
feito por sete movimentos: Frente de Mulheres das Brigadas Populares de Minas
Gerais, Margarida Alves, Movimento Graal no Brasil, Marcha Mundial das
Mulheres, Movimento Mulheres em Luta, Marcha das Vadias e Coletivo Mineiro
Popular Anarquista (Compa). As organizações basearam a ação na Lei Maria da
Penha (11.340/06), alegando que o aplicativo incita a violência contra a
mulher.
O Tubby foi planejado após o lançamento do aplicativo
Lulu, que avalia homens em aspectos de aparência, humor, educação, ambição,
compromisso, beijo e sexo. Entretanto, a versão masculina prometia avaliar o
desempenho sexual das mulheres, com hashtags como #CurteTapas,
#DáNoPrimeiroEncontro e #DáABunda.
“Há também fundado receio de dano
irreparável ou de difícil reparação, uma vez que depois de ofendida a honra de
uma mulher por intermédio do mencionado aplicativo, não haverá como repará-la”,
escreveu o juiz Kennedy para justificar a decisão.
O aplicativo estava previsto para ser
lançado no dia 4, mas foi adiado para sexta-feira (6). O motivo do atraso foi o
congestionamento dos servidores devido ao grande número de acesso. Pelo site
oficial do Tubby, qualquer mulher poderia retirar seu perfil do aplicativo.”

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