“Depois de ser intimado, o ex-presidente do
PT, José Genoino, deixou sua casa, na zona oeste da capital, e se entregou
pessoalmente à PF; em nota nesta sexta-feira, ele declarou: "considero-me
preso político"; petista reafirma que não há provas contra ele: "Fui
condenado previamente em uma operação midiática inédita na história do
Brasil"; condenado a 6 anos e 11 meses na Ação Penal 470, ex-guerrilheiro
diz que seu julgamento desrespeitou regras do Estado Democrático de Direito;
"Aonde for e quando for, defenderei minha trajetória de luta permanente
por um Brasil mais justo, democrático e soberano"
O ex-presidente do PT, José Genoino, deixou
sua casa no bairro do Butantã, em
São Paulo, e se entregou pessoalmente à sede da Polícia
Federal. Ele foi o primeiro a receber intimação de prisão nesta sexta-feira 15
pela Ação Penal 470. Em nota divulgada nesta tarde, o político reitera ser
inocente e diz ser um preso político.
Genoino foi condenado a 6 anos e 11 meses
de prisão pela participação no chamado esquema do 'mensalão'. Ele disse também
que foi condenado por que era presidente do PT na época do episódio e afirma
que não existem provas das acusações contra ele. "O empréstimo que
avalizei foi registrado e quitado", diz a nota.
O deputado petista foi condenado por
corrupção ativa e formação de quadrilha, esta última embargada por conta
dos infringentes. Seu julgamento deve ser retomado em 2014, pois ele obteve 4
votos favoráveis a sua absolvição. Informações dão conta de que Genoino foi
intimado em casa, na zona oeste da capital paulista.”
Confira
abaixo a íntegra da nota
"Com
indignação, cumpro as decisões do STF e reitero que sou inocente, não tendo
praticado nenhum crime. Fui condenado por que estava exercendo a Presidência do
PT. Do que me acusam? Não existem provas.O empréstimo que avalizei foi
registrado e quitado.
Fui
condenado previamente em uma operação midiática inédita na história do Brasil. E
me julgaram em um processo marcado por injustiças e desrespeito às regras do
Estado Democrático de Direito.
Por
tudo isso, considero-me preso político.
Aonde
for e quando for, defenderei minha trajetória de luta permanente por um Brasil
mais justo, democrático e soberano."

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