“Em 2009, este foi o valor pelo qual a
família Mesquita ofereceu o jornal a um grupo de mídia eletrônica; mercado
acredita que hoje o valor não chegue a R$ 200 milhões
Antes do fechamento do Jornal da Tarde (em
outubro de 2012) e do enxugamento do próprio O Estado de S. Paulo em abril
deste ano (quando vários cadernos acabaram extintos e dezenas de profissionais foram
demitidos), a família Mesquita negociou a venda de seu veículo principal, o
Estadão. Mas pediu alto e o negócio acabou não prosperando.
A conversa se deu entre representantes de
um grupo de mídia eletrônica, que se uniu a sócios-investidores. Nos bastidores,
o jornal estava à venda, e um representante dos Mesquita, que conduziu a
negociação junto ao consórcio interessado, disse que o preço estipulado era de
R$ 1 bilhão. “Claro que a conversa não prosperou”, informa a fonte que contou
para este blog a história completa da negociação. Ainda segundo ela, o Estadão
hoje “não vale nem R$ 200 milhões”.
A título de comparação vale lembrar que,
nos EUA, em 3 de agosto passado, o New York Times vendeu o Boston Globe a um
investidor americano por US$ 70 milhões, apenas 10% do que havia pago pela
marca em 1993. Dois dias depois, o milionário Jeff Bezzos, da Amazon.com,
comprou o Washington Post, que estava na mão de uma mesma família por oito
décadas, por US$ 250 milhões.”

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