“O padrão de desenvolvimento humano
dos 5560 municípios brasileiros avançou de 'muito baixo', em 1991, para 'alto',
em 2010. O período abrange os governos FHC e Lula. Porém, foi no
ciclo do PT que se deu o ganho real do salário mínimo de 60%
(extensivo à massa dos aposentados) e o Bolsa Família chegou a 12 milhões
de lares. Não por acaso, os maiores avanços nesse indicador do PNUD/ONU, que
cruza renda, educação e saúde, ocorreram no Norte e Nordeste, onde a incidência
dessas políticas foi maior.
Se o programa 'Mais Médicos' se
tornar o novo 'Bolsa Família' do país, o salto também será robusto nos próximos
anos. Tal perspectiva torna ainda mais constrangedora a evidencia de
sabotagem corporativa contra um programa destinado a levar assistência às
regiões mais pobres do país: dos 18.500 profissionais inscritos na
primeira chamada do Ministério da Saúde, pouco mais de 4,6 mil validaram sua
documentação até agora. A adesão maciça de 3.511 municípios, porém,
demonstra a pertinência de um novo escopo de política pública,
associada às universidades, cujos currículos terão que ser adaptados para essa
finalidade.
O 'Mais Médicos' descortina uma nova
família de programas sociais, que exigirá uma reforma do ensino superior
brasileiro, de modo a integrá-lo, efetivamente, à luta pelo desenvolvimento.
Estamos diante de uma nova e promissora fronteira de integração entre a
agenda econômica nacional, a urgência social e a
comunidade universitária. É esse horizonte de gigantescas possibilidades
políticas que deveria estar sendo discutido hoje. E não
o casulo autorreferente do interesse corporativo. Dia
15/o8, o governo abrirá uma nova rodada de inscrições para o programa
'Mais Médicos'. A demanda inicial dos municípios é superior a 15 mil
profissionais.”

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