“Inflação em baixa? Investimento em alta?
Bobagens. Nada mereceu o destaque atribuído ao carimbo negativo com o qual a
Standard & Poor’s revisou a ‘perspectiva da nota de longo prazo’ atribuída
ao país”
Diz Saul que, finalmente, a Standard & Poor’s, agência de risco internacional, atende aos clamores da mídia brasileira (o chamado PIG – Partido da Imprensa Golpista) e endossa o veredicto para o Brasil como país em “espiral descendente”. Eis o critério: avalia-se com indiferença o vigor do mercado doméstico, desdenham-se as obras de infraestrutura e logística social em marcha na economia, só conta o “saldo negativo” de mais um governo “gastador e intervencionista”.
Inflação em baixa? Investimento em alta? Bobagens.
Nada mereceu o destaque atribuído ao carimbo negativo com o qual a Standard
& Poor’s revisou a “perspectiva da nota de longo prazo” atribuída ao país. É
o velho truque da profecia autorrealizável, que os tambores locais endossam e
engrossam. Aliás, o chute da Standard & Poor’s ecoa como uma espécie de 11º
mandamento da ortodoxia reinante e as trombetas apocalípticas do PIG ressoam
funereamente em coro, com fumaças de sentença inapelável.
Ignora-se a folha corrida da fonte, tanto
quanto sua credibilidade. A ortodoxia e a causa comum tudo justificam. Ou seja:
curvar o Brasil atual (agora com Dilma) no altar dos mercados internacionais;
interditar a formação do discernimento da sociedade sobre os problemas reais
vividos pela transição do desenvolvimento brasileiro.”
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