Standard & Poor’s: agência de risco sem credibilidade


“Inflação em baixa? Investimento em alta? Bobagens. Nada mereceu o destaque atribuído ao carimbo negativo com o qual a Standard & Poor’s revisou a ‘perspectiva da nota de longo prazo’ atribuída ao país”

Márcia Denser, Congresso em Foco

O jornalista Saul Leblon, no editorial da Carta Maior da semana passada, novamente acerta na mosca ao desancar a (má) avaliação feita do Brasil pela Standard & Poor’s, aliás festejadíssima pelo eterno Febeapá – Festival de besteiras que assola o país – e a mídia entreguista idem.

Diz Saul que, finalmente, a Standard & Poor’s, agência de risco internacional, atende aos clamores da mídia brasileira (o chamado PIG – Partido da Imprensa Golpista) e endossa o veredicto para o Brasil como país em “espiral descendente”. Eis o critério: avalia-se com indiferença o vigor do mercado doméstico, desdenham-se as obras de infraestrutura e logística social em marcha na economia, só conta o “saldo negativo” de mais um governo “gastador e intervencionista”.

Inflação em baixa? Investimento em alta? Bobagens. Nada mereceu o destaque atribuído ao carimbo negativo com o qual a Standard & Poor’s revisou a “perspectiva da nota de longo prazo” atribuída ao país. É o velho truque da profecia autorrealizável, que os tambores locais endossam e engrossam. Aliás, o chute da Standard & Poor’s ecoa como uma espécie de 11º mandamento da ortodoxia reinante e as trombetas apocalípticas do PIG ressoam funereamente em coro, com fumaças de sentença inapelável.

Ignora-se a folha corrida da fonte, tanto quanto sua credibilidade. A ortodoxia e a causa comum tudo justificam. Ou seja: curvar o Brasil atual (agora com Dilma) no altar dos mercados internacionais; interditar a formação do discernimento da sociedade sobre os problemas reais vividos pela transição do desenvolvimento brasileiro.”
Matéria Completa, ::AQUI::

Comentários