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A situação repete
a onda de atentados de novembro que resultou em três mortes e 54 prisões. Foto:
Gilmar de Souza/ Ag. RBS/ Estadão Conteúdo
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Rodrigo Martins, CartaCapital
“Passava
da meia-noite e o auxiliar de cozinha Eron de Melo, de 19 anos, estava a apenas
dois pontos de ônibus de sua casa. No retorno de uma visita à namorada, era o
único passageiro que transitava pela Estrada Dário Manoel Cardoso, no bairro
dos Ingleses, em Florianópolis, na quinta-feira 31. Tomou um susto ao ver um
homem armado abordar o motorista, ordenar que ele descesse e atear fogo na
cabine. O jovem tentou fugir pela porta traseira, mas ela estava fechada. Decidiu
pular a catraca e atravessar as chamas. Tornou-se a primeira vítima da nova
onda de ataques promovida por facções criminosas em Santa Catarina. Com
o rosto, a parte de baixo das pernas e um dos braços queimados, recebeu
atendimento na UTI do Hospital Governador Celso Ramos. Está fora de perigo, mas
não quer falar com jornalistas. Teme represálias, justifica a família.
Em sete dias, a Polícia Militar registrou 60 ataques em 19 municípios
catarinenses. Ao menos seis atentados ocorreram na madrugada da quarta-feira 6,
como a detonação de um artefato explosivo na casa de um agente penitenciário em Chapecó. Ninguém
ficou ferido. Os principais alvos são bases da PM e ônibus: 20 foram
incendiados. Somados aos 27 destruídos na onda de violência ocorrida em
novembro, os prejuízos somam mais de 14,4 milhões de reais, estimam as empresas
de transporte.”
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