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Soldados
israelenses inspecionam a
metralhadora de um
tanque de guerra
posicionado na
fronteira entre o sul de
Israel e o norte
de Gaza, nesta terça-feira
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“Na Terra Santa se vive ou se morre. Faz
mais de seis décadas que o problema central do Oriente Médio – a criação de um
Estado Palestino — divide o mundo árabe do ocidental. E não há esperança de paz
quando o líder israelense responde por Benjamin Netanyahu. Também não ajuda o
fato de o Hamas, a organização radical, não reconhecer Israel. E o quadro fica
mais negro quando foguetes palestinos de produção iraniana agora alcançam as
cercanias de Jerusalém.
A despeito do costumeiro balé diplomático,
na segunda-feira 19 caças israelenses realizaram 100 ataques na Faixa de Gaza,
ante 5 foguetes palestinos lançados contra Israel. Mais de 100 palestinos,
entre os quais dezenas de crianças, perderam suas vidas desde quarta-feira em
retaliação a foguetes palestinos. Em Israel morreram 3 pessoas.
A questão não é onde há o maior número de
mortos. No entanto, é preciso reconhecer que a Faixa de Gaza, onde vivem 1,5
milhão de almas em sua maior parte em campos de refugiados, é a maior prisão do
mundo. O conflito não é nada mais que uma guerra entre o truculento gigante
Golias e o mirrado Davi.
Em tempos de Primavera Árabe, Netanyahu e
seus falcões deveriam acabar com o bloqueio da prisão que é Gaza e reconhecer
os Territórios Palestinos. Mas, como disse em uma entrevista telefônica Magid
Shihade, professor da Universidade de Birzeit, na Cisjordãnia, 84% dos
israelenses apoiam a invasão da Faixa de Gaza, segundo o diário israelense Haaretz.
Isso às vésperas de legislativas em 2013, em Israel,
Foto: Jack Guez / AFP
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