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Manifestantes
fumam maconha em
frente ao Palácio
Legislativo de
Montevidéu, após
uma passeata
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“Hoje, a maconha é consumida no mercado negro (…) chega misturada com substâncias que não são necessariamente maconha” ou contém “as partes da planta que não são destinadas ao consumo humano, tais como folhas, caules e outros. A que o Estado vai fornecer é uma substância de qualidade superior a essa”, afirmou nesta segunda-feira 5 Julio Calzada à imprensa.
“No mercado negro, hoje, 25 gramas de maconha custam 500 pesos (25 dólares)”, disse o diretor. Depois de reuniões com “especialistas internacionais e de outras partes interessadas”, determinou-se que o preço “da substância que o Estado pode distribuir de forma legal não ficará longe dessa média”.
Um projeto de lei para regulamentar a produção e venda de maconha foi apresentado no início de agosto no Parlamento. O único artigo deste projeto de lei não especifica quais seriam os procedimentos para a implementação do texto. O Legislativo também tem a intenção de autorizar o cultivo de maconha para consumo pessoal.
Segundo a imprensa local, cada consumidor teria um cartão pessoal anônimo com código de barras dando direito a 40 gramas de maconha por mês. Deste modo, o governo evitaria o registro dos consumidores, tal como inicialmente discutido. “Seria um documento anônimo, sem foto, sem o nome do titular, que seria usado para controlar o consumo”, disse Calzada ao jornal La Republica.
O projeto do governo visa a combater a
violência gerada pelo consumo e o crescente tráfico de “pasta base”, um
derivado da cocaína mais barato com efeitos devastadores sobre os consumidores.
Hoje, o consumo e a posse para uso pessoal de maconha não são punidos no
Uruguai, mas a comercialização e o cultivo são proibidos. Estima-se que 20 mil
pessoas consumam regularmente maconha neste pequeno país de 3,2 milhões de
habitantes.
Foto: ©AFP / Miguel Rojo

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