“Isenção
de Imposto de Renda sobre PLR e aumento da participação no Plano Brasil Maior
são pontos sobre os quais entidades ligadas à CUT esperam resposta
Redação, Rede Brasil Atual
Representantes de algumas das principais
categorias profissionais pretendem aproveitar o mês de maio para pressionar por
novos avanços na relação com o governo federal. Após a retomada de uma agenda
regular em março e em abril, a expectativa fica em torno do anúncio de novas
medidas.
Metalúrgicos, bancários, químicos,
petroleiros e urbanitários desejam uma resposta do ministro da Fazenda, Guido
Mantega, quanto à possibilidade de apoiar os projetos em tramitação no Congresso
pedindo isenção de Imposto de Renda sobre a participação nos lucros ou
resultados (PLR). Para sindicatos filiados à CUT, trata-se de uma taxação
injusta, ainda mais se comparada à isenção dada aos dividendos recebidos por
acionistas de empresas privadas. “Os trabalhadores têm direito de ter o mesmo
tratamento. A base é a mesma: o lucro. Então por que os acionistas são isentos
até R$ 20 mil e os trabalhadores não?”, questiona a presidenta do Sindicato dos
Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira. “Com mais dinheiro no bolso, os
empregados têm condições de adquirir bens, investir no lazer e ter mais
qualidade de vida. Todo o país ganha.”
Em março, após pressões das centrais
sindicais pelo estabelecimento de uma rotina de diálogo com o governo federal,
Mantega recebeu representantes dos trabalhadores e acenou com a possibilidade
de debater a questão. Na ocasião, o ministro disse que a aprovação dos projetos
parados no Legislativo provocaria uma perda de R$ 12 bilhões na arrecadação
anual da Receita Federal, mas, para a CUT, trata-se de um valor muito mais
baixo, já que a isenção de imposto sobre a PLR teria um teto estabelecido de
acordo com o valor do salário.”
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