"Agora é preciso ter maturidade e
entender que o nosso projeto conta com os partidos aliados, entre eles o
PDT", disse Gleisi
Roger Pereira, Terra
Os filiados do PT de Curitiba decidiram, em
eleição neste domingo, não lançar candidatura própria e coligar com o PDT, do
ex-deputado federal Gustavo Fruet, na disputa pela prefeitura da capital
paranaense. Foram eleitos 300 delegados, que definirão a política de alianças
do partido em encontro marcado para os dias 27 e 28 de abril, mas o êxito da
chapa 1 ("Uma aliança para mudar Curitiba com você"), com 57% dos
votos, indica o caminho da legenda para o pleito. A chapa 1 teve 1.084 votos,
contra 817 da chapa 2 ("Candidatura própria já"). No encontro do
partido, a chapa 1 indicará 171 delegados, contra 129 da chapa 2.
As duas teses foram amplamente debatidas
nos últimos meses. Enquanto o campo majoritário do partido sempre defendeu a
aliança, com seus principais nomes - os ministros da Casa Civil, Gleisi
Hoffmann, e das Comunicações, Paulo Bernardo, e os vereadores Pedro Paulo e
Jonny Stica - se envolvendo no processo, a candidatura própria era defendida
por correntes que defendiam os nomes do deputado federal Dr. Rosinha e do
deputado estadual Tadeu Veneri para o pleito. Embora nas últimas semanas o
debate tenha esquentado a ponto de haver trocas de acusações públicas, neste
domingo a votação foi tranquila.
A tese da coligação começou a ser debatida
pelo PT ainda no ano passado, quando Fruet ainda era filiado ao PSDB. Sem
espaço no partido anterior para disputar a eleição municipal, pelo fato de o
governador Beto Richa (PSDB) e a cúpula do PSDB do Paraná estarem envolvidos
com a reeleição do prefeito Luciano Ducci (PSB), Fruet anunciou sua saída do
partido em julho de 2011 e, desde então, passou a negociar o ingresso em um
partido da base da presidente Dilma Rousseff (PT). As conversas se
intensificaram com a filiação ao PDT, do ex-senador Osmar Dias, candidato ao
governo aprovado pelo PT em 2010.”
Foto: Edson Rimonato/Divulgação
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