Gianni Carta, CartaCapital
Vasconcelos ligou acelerada e a falar em tom alto para reclamar de artigo publicado pelo website do semanário intitulado “Resenha de A Privataria Tucana causa demissão de jornalistas da Revista de História da Biblioteca Nacional”. Em poucos termos, Bonis aprofundou uma nota do jornalista Elio Gaspari, no qual o colunista conta como uma resenha de autoria de Celso de Castro Barbosa favorável ao livro de Amaury Jr. sobre as falcatruas do PSDB deixou “possessos” os líderes da legenda. Em seguida, Barbosa e o editor-chefe da publicação, Luciano Figueiredo, foram demitidos.
A lógica de Vasconcelos, repetida em carta para a direção de CartaCapital após a escaramuça telefônica com Bonis, é a seguinte: o “jovem repórter” (ela cisma em associar sua juventude a uma suposta falta de experiência ao longo do texto) teria sugerido que o deputado Sérgio Guerra, presidente do PSDB, “pediu a cabeça” dos jornalistas. E, “segundo as regras da ética do bom jornalismo” o “jovem” deveria ter ouvido a direção nacional do PSDB antes de publicar sua matéria.
Pequeno e crucial detalhe: em momento algum Bonis sugere que Guerra teria, como enfatizou Vasconcelos, “pedido a cabeça” dos jornalistas da Revista de História. O jornalista simplesmente relata o que constava na mídia, e inclusive no website do PSDB.
A cúpula do PSDB não acha esquisito dois
jornalistas serem demitidos após a legenda ter colocado pressão na Revista de
História?”
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