“Um exercício militar internacional,
realizado em março em uma base militar na Estônia, tentou prever as
consequências de um novo tipo de conflito, uma guerra cibernética.
Michael Gallagher, BBC Brasil
A operação Locked Shields não envolveu
explosões, tanques ou armas. Na operação, uma equipe de especialistas em TI
atacou outras nove equipes, espalhadas em toda a Europa.
Nos terminais da equipe de ataque,
localizados no Centro de Excelência da Otan em Defesa Cibernética
Cooperativa, foram criados vírus ao estilo "cavalo de
Tróia" e outros tipos de ataques pela internet que tentavam sequestrar e
extrair dados das equipes inimigas.
O objetivo era aprender como evitar estes
ataques em redes comerciais e militares e mostrou que a ameaça cibernética está
sendo levada a sério pela aliança militar ocidental.
O fato de a Otan ter estabelecido seu
centro de defesa na Estônia também não é por acaso. Em 2007 sites do sistema
bancário, da imprensa e do governo do país foram atacados com os chamados DDoS
(sigla em inglês para "distribuição de negação de serviço") durante
um período de três semanas, o que agora é conhecido como 1ª Guerra da Web.
Os responsáveis seriam hackers ativistas,
partidários da Rússia, insatisfeitos com a retirada de uma estátua da época da
União Soviética do centro da capital do país, Tallinn.
Os ataques DDoS são diretos: redes de
milhares de computadores infectados, conhecidas como botnets, acessam
simultaneamente o site alvo, que é sobrecarregado pelo tráfego e fica
temporariamente fora de serviço.
Os ataques DDoS são, no entanto, uma arma
primitiva quando comparados com as últimas armas digitais. Atualmente, o temor
é de que a 2ª Guerra da Web, se e quanto acontecer, possa gerar danos físicos,
prejudicando a infraestrutura e até causando mortes.”
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