Rodrigo Vianna, O Escrevinhador
Hoje, Protógenes Queiroz é o “Deputado Protógenes”. Eleito pelo PCdoB, conseguiu um prodígio: em primeiro mandato, é autor de dois pedidos de CPI na Câmara: um para investigar a “Privataria Tucana” (a partir das denúncias contidas no livro de Amaury Ribeiro Jr.), outra sobre o caso Carlinhos Cachoeira/Demostenes Torres.
No último fim-de-semana, conversei com Protógenes durante duas horas num café, no bairro dos Jardins, em São Paulo.
CPI DO CACHOEIRA
Protógenes diz que já recolheu 136 assinaturas. Promete que até quarta-feira chegará a 200. Com isso, vai protocolar o pedido pra investigar as relações de Cachoeira com políticos importantes.
“A CPI será um ponto de apoio para a investigação da Polícia Federal; eu sei o que é investigar gente poderosa; sem apoio político às vezes o delegado perde as condições de seguir investigando”, diz o deputado. Ele lembra que o delegado Paulo Augusto Moreira (hoje na PF de Goiás), um dos responsáveis por prender Cachoeira, esteve na equipe da Operação Satiagraha.
Pergunto se Protógenes não ficou desanimado
com as cenas de “solidariedade” a Demóstenes Torres, no Senado (muitos
senadores, inclusive do PT, deram apoio ao político do DEM). “Olha, isso
mostra que muita gente se banhou naquela cachoeira, mais gente
usou aquela cozinha”, ironiza, lembrando a cozinha de 45 mil reais que
Demóstenes recebeu de presente do amigo Cachoeira.”
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