União tem oportunidade de baratear a banda larga no Brasil


Fabio Martins Di Jorge, Última Instância

“O Brasil tem a internet e a telefonia móvel mais caras do mundo, a despeito da baixa qualidade dos serviços oferecidos. Para se ter uma ideia, a internet sul-coreana é aproximadamente 600 vezes mais rápida que a brasileira.Isso permitiu à Coreia do Sul criar um modelo de educação baseado na interação professor/aluno, com computadores e tablets em sala de aula, que já se tornou referência mundial.

Por isso, vive-se, há pelo menos duas décadas, um grande debate filosófico e político – que gera acirrada disputa eleitoral na quase polarizada política partidária nacional – acerca da privatização dos serviços públicos. A comunidade jusadministrativa, em alerta, se divide, principalmente no tocante a esta nova dicotomia entre Estado promotor de infraestrutura, ao qual parece a União ter-se rendido totalmente nos últimos anos, em detrimento do Estado simples arrecadador. 

Efetivamente, remam a favor do Brasil a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, que atraem investimentos internos e externos. Por isso, não há mais como negar que infraestrutura com qualidade e baixo custo deve ser o norte a ser buscado pela República para que, finalmente, atinja seus objetivos constitucionais.

Como bom exemplo desta nova concepção de Estado, muitos se surpreenderam com o valor atingido na licitação dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília, quase cinco vezes superior ao esperado pelo Governo Federal. Utilizou-se o critério de maior oferta de pagamento ao poder concedente pela outorga da concessão. Já há quem defenda, nesse diapasão, a extensão de privatização a todos os aeroportos das capitais brasileiras.”
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