“Um blogueiro está ameaçado de ter de pagar
centenas de milhares de dólares por danos provocados contra a empresa em que
trabalhava, depois de a empresa o ter acusado de sequestrar os seguidores do
patrão no Twitter
Redação, Revista Fórum
Um blogueiro está ameaçado de ter de pagar
centenas de milhares de dólares por danos provocados contra a empresa em que
trabalhava, depois de a empresa o ter acusado de sequestrar os seguidores do
patrão no Twitter.
O site da empresa Phone-Dog Media, da Carolina
do Sul, levantou questão legal sem precedentes, com uma simples pergunta – quem
é o dono dos "seguidores" de alguém no Twitter: o empregado ou o
empregador? No pé em que estão as coisas hoje, parece que a balança da justiça
penderá a favor do empregador.
O site The PhoneDog processou um
ex-blogueiro do site, Noah Kravitz de Oakland, California, sob a acusação de
que, depois de demitir-se em 2010, Noah levou com ele os mais de 17 mil
seguidores da conta do site, que passaram a seguir a conta, no Twitter, da
empresa TechnoBuffalo, concorrente da PhoneDog, que contratou Kravitz. No
processo, Kravitz é acusado de mudar seu nome de usuário, de @PhoneDog_Noah,
para @noahkravitz.
O site The PhoneDog está exigindo
indenização de 340 mil dólares: $2,50 por seguidor por mês, ao longo de oito
meses. PhoneDog alega que forneceu a Kravitz o nome de usuário-Twitter
original, como fornece a outros empregados, no padrão @PhoneDog_(nome).
“Como efeito direto das práticas ilegais do
acusado, a empresa PhoneDog sofreu danos comerciais, ao perder renda de
publicidade [em função da diminuição de acessos]” – como se lê na petição
inicial do processo contra Kravitz [na íntegra em http://westlawinsider.com/wp-content/uploads/2012/01/Phonedog-first-amended-complaint.pdf]], apresentada à corte federal em San Francisco.
A empresa The PhoneDog acrescenta que, por
efeito da conduta criminosa de Kravitz, “houve significativa redução de tráfego
na página Internet, o que, por sua vez, reduziu o número de visitas e acessos,
redução que fez caírem os preços cobrados por inserção publicitária na página
The PhoneDog.”
A juíza Maria-Elena James, da corte federal
de San Francisco, decidiu, semana passada, que o processo pode ser levado
adiante, dado que, como escreveu na sentença, “o dano que PhoneDog alega ter
sofrido, na relação com seus potenciais anunciantes está suficientemente
demonstrado”.
Tradução: Coletivo Vila Vudu

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