Wálter Fanganiello Maierovitch, Terra
Magazine / Sem Fronteiras
“Ontem, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão de controle parcial do Judiciário (ficou fora de controle o Supremo Tribunal Federal), apreciou uma proposta de resolução da ministra Eliana Calmon, que, felizmente, saiu fortalecida no episódio relativo à tentativa de condicionar a ação correcional do órgão.
Para Calmon, os magistrados, ainda que colocadas as suas associações na frente e como promotoras, não deveriam participar de eventos copatrocinados por empresas privadas, em especial instituições bancárias.
Como todos sabem vários encontros culturais e recreativos de magistrados (idem com relação ao Ministério Público) são copatrocinados financeiramente (“apoiados”) por empresas e sempre realizados em hotéis cinco estrelas. Em alguns casos são vendidas cotas de patrocínio.
Este blogueiro do portal Terra já participou de diversos
desses encontros, sem nunca ter cobrado por palestras ministradas. Como não me
reinscrevi na OAB e me aposentei da magistratura com 30 anos de serviço público
e 52 de idade, nunca senti impedimento em participar dos encontros que reúnem
centenas de juízes. O mesmo desinteresse, no entanto, não acontece com os
patrocinadores, ora de olho nas contas-correntes, ora nos seguros, ora em ter
uma imagem simpática aos julgadores etc. etc. A propósito, a CBF de Ricardo
Teixeira já emprestou, gratuitamente, as instalações esportivas para magistrados
baterem uma bolinha e desfrutarem de mordomias ofertadas durante o retiro
campestre. Pelo que se sabe, nenhum deixou a toga para celebrar contrato com
equipes de futebol da primeira divisão.”
Artigo Completo, ::Aqui::

Comentários