Dennis Oliveira, Revista Fórum / Blog
Em nenhum processo seletivo, seja os vestibulares das universidades mais famosas, como os realizados pela Fuvest (USP), Vunesp (Unesp), concursos públicos realizados pela Fundação Carlos Chagas, pela própria Vunesp ou outras instituições, a maioria privadas, o Ministério Público se mobiliza para questionar critérios de correção, exigir devolução de provas para conferência, entre outros.
A argumentação de que os critérios de correção são “subjetivos” é piada. Vários concursos públicos para cargos de nível superior em instituições públicas são feitos com base em questões dissertativas e até incluem redações. Ou ainda concursos para docentes em universidades que incluem “entrevistas” – os critérios não são subjetivos?
E os processos seletivos para ingresso em
programas de pós graduação nas universidades que constam de redação,
entrevistas e “análise de projetos”? E muitos programas de pós graduação sequer
divulgam o número de vagas e as notas dos candidatos. Em 2010, houve um
processo seletivo para o programa de pós graduação em serviço social na
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em que a prova “dissertativa” foi
feita em um dia e dois dias depois saiu o resultado dos classificados.
Impressionante a capacidade de trabalho dos docentes daquele programa que
conseguem, em menos de dois dias, corrigir centenas de provas
dissertativas!”
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