“Legislativo paulista lança mão de medidas
nunca publicadas no 'Diário Oficial' para aumentar número de funcionários das
lideranças partidárias
Estadão.com.br
Com base em dois atos internos de 2005
(11/2005 e 19-A/2005) que nunca foram publicados em Diário Oficial, a
Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de São Paulo cede funcionários a
lideranças da Casa para beneficiar aliados e para esconder seu verdadeiro
tamanho.
Por meio do mecanismo, lideranças chegam a
ter até o triplo do número de funcionários permitidos pelo ato que regula a
lotação máxima. Anteontem, a Casa divulgou a lista de funcionários e, em nota
oficial, tentou explicar a manobra secreta com o fato das "atribuições das
lideranças partidárias" terem sido ampliadas (leia abaixo).
Pelo ato 06/2011, o PSDB pode ter até 55
funcionários, mas tem atualmente 90. Destes, apenas 39 são contratados pela
liderança, entre comissionados e efetivos. Os outros 51, segundo o líder
tucano, deputado Orlando Morando, "estão lotados na Presidência e nas
secretarias, onde originalmente foram contratados, mas hoje estão à disposição
da liderança (do PSDB)".
Morando afirmou controlar a frequência dos
funcionários e prometeu à reportagem " acesso a esse controle sem problema
nenhum, no momento oportuno".
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