Agência Brasil
“Pesquisa da Comissão Econômica para a
América Latina e o Caribe (Cepal) aponta que, em dez anos, a taxa de pobreza na
América Latina diminuiu 17 pontos percentuais. No período, o índice caiu de
48,4% para 31,4%. Houve redução também na taxa de indigência – parcela da
população que vive abaixo do nível de subsistência –, que saiu de 22,6% para
12,4%.
Os dados constam do documento intitulado O
Panorama Social da América Latina 2011, que afirma que as taxas são as menores
registradas nos últimos 20 anos. A expectativa da Cepal é que o índice de
pobreza fique ainda menor em 2011, com 30,4%, o que significa 101 milhões de
pessoas nessas condições. O índice de indigência sofrerá pequeno aumento,
fechando o ano em 12,8%, com 73 milhões em situação de pobreza extrema.
Segundo o documento, a redução da pobreza é
atribuída ao aumento de renda e do trabalho. “Embora a queda da pobreza seja
devida principalmente ao crescimento da renda média dos domicílios, a redução
da desigualdade também tem incidido de maneira significativa. Apesar da leve
redução da desigualdade, isso contribui para configurar um cenário favorável,
sobretudo em um contexto de ausência prolongada de melhoras distributivas
generalizadas”, diz o estudo.
Em contrapartida, a alta nos preços dos
alimentos neutralizou o aumento previsto nas rendas domiciliares e ocasionou
leve aumento da taxa de indigência.
Cinco países registraram reduções
significativas em suas taxas de pobreza: Peru (-3,5 pontos), Equador (-3
pontos), Argentina (-2,7 pontos), Uruguai (-2 pontos) e Colômbia (-1,4 pontos).
Nesses países, a variação das taxas de indigência também apresentou sinal
negativo, com quedas entre 0,5 e 1,7 ponto percentual.
Honduras e o México foram os únicos países
com incrementos significativos em seus índices de pobreza e de indigência, de
1,7 e 1 ponto percentual, respectivamente, no primeiro país e de 1,5 e 2,1
pontos percentuais no segundo.”
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