CartaCapital / ABr
“A petroleira norte-americana Chevron,
responsável pelo vazamento de óleo que já dura dez dias na Bacia de Campos, no
Rio de Janeiro, é suspeita de tentar alcançar a camada de pré-sal no Campo do
Frade. Se a suspeita for confirmada, o episódio se revelará num dos mais
emblemáticos casos de agressão à soberania nacional promovida por uma empresa
estrangeira. A possibilidade é admitida por técnicos da Agência Nacional do
Petróleo, de acordo com reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo.
A Polícia Federal, que investiga o caso,
desconfia inclusive que o acidente possa ter ocorrido justamente devido à
possível perfuração de poços além dos limites permitidos.
Segundo a reportagem, a sonda usada pela
Chevron tem capacidade para perfurar até 7,6 mil metros, mais que o dobro do
necessário para a perfuração dos quatro poços autorizados no Campo do Frade (de
até 1.276 metros de profundidade). A ANP quer saber ainda se houve falhas
inclusive na construção do poço e se foi utilizado material inadequado. Também
não se sabe se foram feitos os testes de segurança antes do início da
perfuração.”
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