Equador discute lei para regulamentar meios de comunicação


“Nesta quarta-feira (16), o Congresso do Equador debateu a aprovação da Lei de Comunicação, instrumento garantido na Constituição de 2008 e ratificado em consulta popular realizada em 7 de maio. A discussão foi retomada quase dois anos após o primeiro debate sobre o projeto que objetiva garantir o acesso à comunicação, à liberdade de informação, à democratização dos meios de comunicação. A atual lei foi criada em 1975, durante a ditadura.

Vermelho / Agências

A discussão, no entanto, foi suspensa pelo presidente da Assembleia, Fernando Cardero, dando espaço para o debate da reforma tributária. Na terça-feira (16), os parlamentares que se opõem ao projeto liderado pelo presidente Rafael Correa, postergaram a discussão, fato que foi classificado pelo presidente da Comissão Ocasional de Comunicação da Assembleia, Mauro Andino, como uma "traição ao povo equatoriano”.

A criação de um conselho que regule os conteúdos de violência sexual e discriminatórios transmitidos e a proibição aos donos de meios de comunicação de investir em outros setores, como por exemplo, em bancos, são dois dos pontos mais atacados pela oposição equatoriana.

Sobre a questão, Betty Carrilo, da Comissão Ocasional de Comunicação, explicou à Agência Venezuelana de Notícias (AVN) que em nenhum caso está sendo legalizada a censura prévia: "a proposta (...) é que todos os programas estejam dentro de horários determinados".
 
Com relação aos donos dos meios de comunicação, acrescentou que querem “fugir da responsabilidade (...) regida por tratados internacionais”. E acrescentou: “acostumados a ter um poder econômico e político, a ter um monopólio da informação, não querem perder os grandes privilégios”.
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