“O conceito de "responsabilidade ao
proteger", apresentado pelo Brasil às Nações Unidas, pode ser a nova arma
do país em sua campanha para conquistar uma vaga permanente no Conselho de
Segurança.
Alessandra Corrêa, BBC Brasil
Ao propor medidas para evitar que
intervenções militares acabem provocando mais danos à população civil que
deveriam proteger, o Brasil não apenas explica o seu padrão de votações
recentes no Conselho de Segurança, como também tenta aumentar sua influência
entre os países emergentes e em desenvolvimento.
"Não há dúvida de que é um sinal muito
positivo com respeito ao contínuo interesse do Brasil em se tornar membro
permanente do Conselho de Segurança", disse à BBC Brasil o diretor do
programa de estudos da América Latina da Universidade Johns Hopkins, Riordan
Roett.
"(A responsabilidade na proteção de
civis) é uma questão muito importante e pouco polêmica, e o fato de o Brasil
tomar a dianteira nesse tema faz muito sentido do ponto de vista de
Brasília", afirma.
O Brasil ocupa um dos 10 assentos rotativos
do Conselho de Segurança, mas seu mandato no órgão termina em 31 de dezembro. A
conquista de uma vaga permanente, com poder de veto, é uma ambição antiga do
governo brasileiro.”
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