Rodolpho Motta Lima, Direto da Redação
“Divulgados os Índices de Desenvolvimento
Humano (IDH) apurados pelas Nações Unidas, digam o que disserem os mal
intencionados, a verdade é que estamos caminhando no sentido positivo. E o
caminho escolhido pelos governos mais recentes do país, no sentido de reduzir
as desigualdades sociais, é o único capaz de nos colocar na posição que todos
almejam.
Dias antes da divulgação do IDH, foram
apresentados os números do desemprego no Brasil, apontando 2011 como mais um
ano em que se estabelecem invejáveis índices no âmbito do trabalho. Até
setembro, os desempregados brasileiros representavam , na média anual,
6,2% , mas em igual período do ano anterior esse número era de 7,1%. Essa média
anual era de 12,3% em 2003 e nos últimos anos vem registrando sucessivas
quedas: foi de 8,2% em 2009 e 6,7% em 2010.
Enquanto isso, o índice ronda os 10% nos
EUA e na zona do Euro (em média), onde na Espanha chega a 22% e a 17% na
Grécia.
Embora dados estatísticos sempre
possam ser objeto de manipulação, no caso do Brasil os números da
diminuição do desemprego estão em absoluta consonância com outros indicadores.
Uso essa palavra e me recordo de uma charge, relativa a outros tempos do país,
em que a expressão “indicador de desemprego” era usada para referir-se ao dedo
indicador do patrão demitindo trabalhadores...
No presente, ao contrário, e sem exageros
ufanistas (que nunca ajudam) , a expressão tem assegurado o seu valor positivo,
porque vem acompanhada de elementos que a justificam. Está aí a nova classe
média – aquela que, para desprazer de alguns, já está fazendo suas viagens de
avião, já está inserida no mundo digital da comunicação, já está dotando seus
lares de um relativo nível de conforto. Os componentes dessa classe média
e o seu comportamento social são uma consequência
indiscutível dos números registrados no âmbito do
emprego.
Há muito a fazer no Brasil, no plano
social, no tocante à redução das desigualdades. E não é por acaso que a
presidenta Dilma elegeu o combate à pobreza como sua busca maior. Gostem ou não
da frase os ressentidos com o êxito de políticas como essas, que redundaram na
redução do nível de desemprego, a verdade é que nunca na história
medianamente recente do país se perceberam com tão grande clareza os seus
avanços sociais, que repercutem no mundo todo e nos colocam em condição de ser
um dos protagonistas do século XXI. O Brasil tem o respeito do mundo, e
isso até o mais ferrenho adversário do atual projeto governista – de Lula para
cá – teria obrigação de reconhecer.
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