São Paulo: movimentos sociais reforçam luta petista por CPI das emendas


“CUT, sindicatos, movimentos por moradia e associações de bairro, entre outros, unem-se a deputados para exigir apuração de denúncia sobre venda de emendas parlamentares na Assembleia Legislativa de São Paulo

Raoni Scandiuzzi, Rede Brasil Atual

A bancada de deputados estaduais do PT reuniu-se nesta quinta-feira (13), na Assembleia Legislativa de São Paulo, com representantes de diversos movimentos sociais com a finalidade de engrossar o coro para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o esquema de venda de emendas no estado. Faltam três das 32 assinaturas necessárias para a instalação da CPI. Foi marcada para o próximo dia 27, às 14h, diante da Assembleia. O objetivo é pressionar mais parlamentares a assinar o pedido de CPI.

Além dos parlamentares petistas, diversos integrantes dos movimentos sociais participaram da reunião, entre eles, líderes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), dos movimentos por moradia, de sindicatos, do Congresso Nacional Afro Brasileiro e vários integrantes de associações de bairro.

A polêmica surgiu a partir de uma entrevista na internet do também deputado Roque Barbiere (PTB), afirmando que 25% a 30% dos deputados "vendem" a cota de emendas a que têm direito todos os anos em troca de parte dos recursos. O deputado licenciado e atual secretário de Meio Ambiente do estado, Bruno Covas (PSDB), em entrevista a um jornal, endossou o colega e sugeriu ter ouvido rumores a respeito, citando até um exemplo que aconteceu com ele mesmo, quando um prefeito  ofereceu-lhe uma propina de 10% de uma emenda no valor de R$ 50 mil.

O líder da bancada petista, deputado Enio Tatto, afirmou que somente uma CPI poderá aprofundar as investigações. "É fundamental que nós, deputados, nos juntemos aos movimentos populares para irmos para cima dos deputados que denunciaram o fato e exigirmos a apuração do caso", afirmou.”
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