Para Dilma, ingerência do FMI agrava a crise


“A presidente Dilma Rousseff (PT) lembrou e criticou hoje (13) a "ingerência do Fundo Monetário internacional" (FMI) sobre a economia nacional e os investimentos do governo brasileiro durante os anos 1980 e 1990, considerados as duas décadas perdidas. Na época, o país viveu um longo período de crise. O Fundo agora faz novas vítimas na Europa.

Vermelho

"Nós sabemos o quanto perdemos de oportunidades nas duas décadas em que estivemos sob a ingerência do FMI", declarou Dilma, durante anúncio de investimentos PAC Mobilidade Urbana Grandes Cidades em Curitiba (PR).

O Brasil chegou a exibir taxas de crescimento médio de 7% ao ano entre os anos 1950 e final dos anos 1970. Com a emergência da crise da dívida, no início dos anos 1980, o governo militar (então presidido pelo general João Figueiredo) recorreu ao FMI e o resultado foi recessão e uma queda substancial no ritmo de crescimento, que desceu a pouco mais de 2% ao ano, em média. A renda per capta ficou estagnada durante mais de 20 anos.

A exemplo do que ocorre com países imersos na crise da dívida, o FMI impôs duros programas de ajuste fiscal e cambial para viabilizar o pagamento da dívida externa, o que impulsionou o desemprego e a inflação, enfraquecendo o mercado interno e alimentando a estagnação econômica. 

Crise similar

A presidente comparou a situação brasileira daquele período com a atual crise que passam os países europeus e os Estados Unidos (EUA). "O Brasil passou por um momento muito difícil em 1982, com a crise da dívida soberana. A Europa passa por algo similar.", declarou.

Com os auspícios do FMI, impõe-se à Grécia, Portugal, Irlanda e outros países altamente endividados uma receita amarga, que traz recessão, desemprego, arrocho de salários e supressão de direitos trabalhistas, enfraquecendo o mercado interno e perpetuando a estagnação. A economia grega caminha para o quarto ano consecutivo de recessão.”
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