Wálter Fanganiello Maierovitch, Sem
Fronteira / Terra Magazine
"O Tribunal de Contas é um órgão auxiliar do
Legislativo.
Os seus membros são escolhidos política e
partidariamente. Como se fossem órgãos do Poder Judiciário, os membros dos
Tribunais de Contas possuem as garantias da vitaliciedade e da irredutibilidade
de vencimentos. A inutilidade dos tribunais estaduais e municipais são
conhecidas de todos.
Dois exemplos, de passados remoto e
próximo, mostram como é atrativo e disputado o cargo de ministro (Tribunal de
Contas da União) ou conselheiro (tribunais estaduais e municipais).
Primeiro exemplo. No Estado de São Paulo,
um senador recém eleito, Orlando Zancaner, renunciou para virar conselheiro
vitalício do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Trocou seis anos do
senado da República pela vitaliciedade e pela influência política exercida por
um conselheiro de um tribunal de contas. Zancaner, que já não está entre nós,
renunciou tão meteoricamente ao Senado que, na cidade de Catanduva onde
nasceu, a avenida que o homenageia chama-se deputado Orlando Zancaner, a
ignorar os títulos de senador eleito e conselheiro.
O outro exemplo é lamentável. No mês passado,
vários políticos empenharam-se, de corpo e alma, para uma vaga aberta no
Tribunal de Contas da União. Um dos candidatos ao cargo vitalício era o
deputado federal Aldo Rebelo, do Partido Comunista Brasileiro, e que tentou
emplacar por lei da sua autoria o Dia do Saci Pererê.”
Matéria Completa, ::Aqui::
Comentários