“Anoto aqui, rapidamente, cinco casos em que a Otan atacou civis líbios, dentre os casos de ataque a civis que a população de Trípoli mais comenta nos últimos dias.
Uma delegação de líderes muçulmanos que vieram a Breda para diálogo pacífico com outros religiosos do leste da Líbia foi atacada à 1h da manhã no hotel em que estavam hospedados, por duas bombas MK 82. 11 morreram no local; 14 ficaram gravemente feridos.
A Otan alegou que, no mesmo prédio, funcionaria um “Centro de Comando e Controle”. Todas as testemunhas e o proprietário do hotel negaram veementemente que o hotel abrigasse qualquer tipo de “Centro”. Entrevistei pessoalmente o líder da delegação, Xeique Khalad Ali, três vezes, para obter detalhes. Ele está hospitalizado, recuperando-se de ferimentos por estilhaços na perna direita e confirmou o que disseram outras testemunhas. A Otan ofereceu-se para indenizar as famílias dos feridos.
20/5/2011
Na madrugada desse dia, oito mísseis atingiram a casa de Khaled Al-Hamedi, onde estava sua família, com vários parentes. 15 pessoas foram mortas, entre as quais a esposa de Khaled, grávida; sua irmã e três de seus filhos.
A Otan alegou que a casa fora bombardeada porque ali haveria algum tipo de instalação militar. Testemunhas, vizinhos e fontes independentes negam que ali algum dia tivesse havido qualquer tipo de instalação militar, ou que algum dia tenham visto movimentação de soldados na propriedade.
Final de junho/2011
Na estrada principal a oeste de Trípoli, um ônibus do transporte público com 12 passageiros foi atacado por um míssil TOW. Todos os passageiros morreram. A Otan alegou que os ônibus das linhas de transporte público estariam sendo usados para transportar pessoal militar.
Jornalistas estrangeiros, inclusive eu, que usamos o transporte público, nunca vimos soldados nos ônibus nem em Trípoli. Não se veem tanques, blindados nem qualquer tipo de veículo militar na cidade. A polícia local continua a fazer a segurança das cidades e comitês de cidadãos fazem a segurança interna dos bairros e subúrbios.”
Artigo Completo, ::Aqui::
Franklin Lamb, Countercurrents.org (13/5/2011) / Vermelho
Uma delegação de líderes muçulmanos que vieram a Breda para diálogo pacífico com outros religiosos do leste da Líbia foi atacada à 1h da manhã no hotel em que estavam hospedados, por duas bombas MK 82. 11 morreram no local; 14 ficaram gravemente feridos.
A Otan alegou que, no mesmo prédio, funcionaria um “Centro de Comando e Controle”. Todas as testemunhas e o proprietário do hotel negaram veementemente que o hotel abrigasse qualquer tipo de “Centro”. Entrevistei pessoalmente o líder da delegação, Xeique Khalad Ali, três vezes, para obter detalhes. Ele está hospitalizado, recuperando-se de ferimentos por estilhaços na perna direita e confirmou o que disseram outras testemunhas. A Otan ofereceu-se para indenizar as famílias dos feridos.
20/5/2011
Na madrugada desse dia, oito mísseis atingiram a casa de Khaled Al-Hamedi, onde estava sua família, com vários parentes. 15 pessoas foram mortas, entre as quais a esposa de Khaled, grávida; sua irmã e três de seus filhos.
A Otan alegou que a casa fora bombardeada porque ali haveria algum tipo de instalação militar. Testemunhas, vizinhos e fontes independentes negam que ali algum dia tivesse havido qualquer tipo de instalação militar, ou que algum dia tenham visto movimentação de soldados na propriedade.
Final de junho/2011
Na estrada principal a oeste de Trípoli, um ônibus do transporte público com 12 passageiros foi atacado por um míssil TOW. Todos os passageiros morreram. A Otan alegou que os ônibus das linhas de transporte público estariam sendo usados para transportar pessoal militar.
Jornalistas estrangeiros, inclusive eu, que usamos o transporte público, nunca vimos soldados nos ônibus nem em Trípoli. Não se veem tanques, blindados nem qualquer tipo de veículo militar na cidade. A polícia local continua a fazer a segurança das cidades e comitês de cidadãos fazem a segurança interna dos bairros e subúrbios.”
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